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Um representante político huti nega o ataque contra a cidade sagrada do Islã e vincula Riade a Epstein pelo envio de um tapete da Kaaba
MADRID, 16 set. (EUROPA PRESS) -
A coalizão para o Iêmen liderada pela Arábia Saudita denunciou, na madrugada desta quarta-feira, o lançamento de um drone contra Meca, afirmando que seus sistemas de defesa o interceptaram e destruíram e atribuindo a responsabilidade pelo projétil aos rebeldes huti, no contexto da escalada das hostilidades.
“As Forças Reais de Defesa Aérea da Arábia Saudita interceptaram e destruíram com sucesso um drone hostil lançado pela milícia terrorista huti antes que ele pudesse entrar no espaço aéreo restrito da Cidade Santa, Meca”, afirmou o porta-voz das forças da coalizão, Turki al Maliki, em um comunicado do comando militar que indica que a interceptação ocorreu ao sul da cidade.
Nesse contexto, Al Maliki condenou o “ato atroz”, que descreveu como “uma tentativa de aterrorizar os visitantes pacíficos da Casa Sagrada de Deus e de causar danos tanto a cidadãos quanto a residentes”. “Essa tentativa hostil ficará como uma mancha negra no histórico da milícia extremista e terrorista huti”, afirmou ele, antes de ressaltar que a coalizão “não hesitará em tomar as medidas necessárias e dissuasivas contra a milícia terrorista huti”.
REPRESENTANTE HUTI NEGA O ATAQUE E VINCULA RIAD A EPSTEIN
No entanto, os rebeldes huti rejeitaram a acusação. “Nós protegemos Meca e seus locais sagrados mais do que aqueles que os exploram politicamente, e mais do que aqueles que presentearam Jeffrey Epstein com seu manto”, afirmou à agência iemenita SABA o membro do braço político do Ansaralá — nome oficial das milícias —— Mohamed al Fara, à agência iemenita SABA.
Al Fara se referiu assim aos três tapetes enviados da Kaaba — edifício sagrado em forma de cubo localizado no centro da Grande Mesquita de Meca e que representa o local mais sagrado do islamismo—, para a ilha particular do falecido criminoso sexual condenado, que havia construído ali um edifício ao qual ele próprio se referia como “mesquita”, de acordo com os arquivos desclassificados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos citados pelo jornal “The New York Times”.
Especificamente, trata-se de uma “kiswa”, peça confeccionada anualmente por centenas de artesãos em uma oficina da realeza com o objetivo de criar um novo revestimento para a Kaaba. Seu custo é de aproximadamente 4,3 milhões de euros e, para sua confecção, são utilizados cerca de 680 quilos de seda crua e outros 113 quilos de fios de ouro e prata.
Continuando, Al Fara acusou Riade de “tentar mobilizar os muçulmanos sob o falso pretexto de que se pretende ‘atacar Meca’”, entre outras “soluções externas” que, segundo ele, foram buscadas pelas autoridades sauditas após “fracassarem na consecução de seus objetivos” no Iêmen.
“A solução é clara: cessem a agressão, levantem o bloqueio, deixem o Iêmen em paz e indenizem os iemenitas pelos anos de guerra e destruição”, afirmou o líder huti, alegando que “somente então a Arábia Saudita poderá aspirar à segurança e à estabilidade”.
Nesse sentido, ele aconselhou Riade a “parar de causar danos ao povo, e assim viverão em segurança e paz”. “Seguir por esse caminho é colocar em risco a segurança da Arábia Saudita e de suas instalações petrolíferas vitais”, advertiu.
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