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MADRID 6 jun. (EUROPA PRESS) -
Os países membros da coalizão “Escudo das Américas” emitiram nesta sexta-feira uma declaração conjunta na qual expressaram seu “firme apoio” às instituições democráticas na Bolívia e condenaram as tentativas desestabilizadoras “que ameaçam a paz social” do país.
“Apoiamos o governo democrático de (o presidente, Rodrigo) Paz em sua luta contra as tentativas de fazer a Bolívia retroceder por meio de esforços cínicos para impedir a entrega de alimentos, medicamentos e outros suprimentos vitais ao povo boliviano por meio de falsos bloqueios de estradas”, diz o comunicado divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que insiste que “a anarquia não pode substituir a decisão que a maioria dos bolivianos tomou nas urnas de deixar para trás duas décadas de governos corruptos”.
No mesmo documento, os Estados-membros fizeram um apelo urgente para que cessem as hostilidades e os bloqueios de estradas que atualmente ameaçam o país, instando todos os atores a canalizar suas reivindicações por meio do diálogo e do respeito constitucional, classificando como “criminosos” aqueles que apoiam os protestos.
“Aqueles que financiam esses protestos com dinheiro sujo proveniente do narcotráfico e do crime transnacional devem prestar contas. Aqueles que têm reclamações legítimas devem aproveitar a disposição do governo para o diálogo e denunciar aqueles que abusam de suas causas para recuperar o poder”, denunciaram.
A declaração internacional ocorre em um momento de tensão máxima na Bolívia, onde o governo dos Estados Unidos rejeitou em grande parte qualquer tentativa de subverter a ordem constitucional, ao mesmo tempo em que acelerou, juntamente com outros países latino-americanos, o envio de ajuda humanitária de emergência para combater a escassez generalizada.
Por sua vez, o presidente boliviano, Rodrigo Paz, não descartou recorrer à declaração do estado de exceção caso persistam os bloqueios de estradas e os protestos que “asfixiam” a economia do país há semanas. O presidente advertiu que a medida constitucional será mantida como última opção para garantir os serviços básicos, a livre circulação e o abastecimento de combustíveis.
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