Publicado 04/05/2026 18:08

A Coalizão da Frota da Liberdade denuncia "tentativas de interceptação" por parte de Israel nas proximidades da Grécia

Embarcações da segunda expedição da Global Sumud Flotilla partem do Moll de la Fusta, em 12 de abril de 2026, em Barcelona, Catalunha (Espanha). A delegação catalã da Global Sumud Flotilla (GSF), composta por 40 pessoas, partiu neste domingo para
Lorena Sopêna - Europa Press

MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -

A Coalizão da Frota da Liberdade (CFL) denunciou nesta segunda-feira “tentativas de interceptação” por parte de navios que se acredita serem israelenses, enquanto se encontravam em águas próximas à Grécia com a intenção de se juntar à Frota Global Sumud (FGS) e seguir rumo à Faixa de Gaza. A bordo dos navios afetados viajam quatro ativistas espanhóis.

“A presença de aeronaves militares fabricadas nos Estados Unidos e de embarcações não identificadas e sem sinalização sugere um esforço coordenado para reprimir uma missão humanitária pacífica por meio do medo e da força”, denunciou a FGS em um comunicado.

Especificamente, refere “relatos alarmantes vindos do terreno que confirmam que a frota da Coalizão da Frota da Liberdade (CFL) (...) está sendo alvo de vigilância militar ativa e intimidação”.

O grupo pró-palestino relata que, às 19h27, horário da Palestina (18h27 na Espanha peninsular), quatro embarcações da CFL observaram que um helicóptero militar sobrevoava sua posição. Mais tarde, às 21h53, observaram à distância três drones e uma embarcação não identificada que apagou deliberadamente suas luzes de navegação.

Além disso, denunciam que dados do Marine Traffic confirmam que um avião Lockheed Martin dos Estados Unidos sobrevoou a frota pouco antes da última escalada.

As últimas informações apontam para a presença de embarcações não identificadas e luzes brancas se aproximando da frota da CFL pela retaguarda.

“A Global Sumud Flotilla expressa profunda preocupação com a segurança física de todos os participantes” e relembra as denúncias de torturas e abusos contra ativistas da FGS após o último ataque. “Aumenta o temor de que essas manobras táticas constituam o prelúdio de novos sequestros ilegais”, alertaram.

Mencionam ainda ameaças de morte, privação sensorial e maus-tratos contra o hispano-sueco de origem palestina Saif Abukeshek e o brasileiro Thiago de Ávila sob custódia israelense.

A FGS apela, em particular, ao governo da Grécia para que garanta a segurança das embarcações civis dentro de suas águas territoriais, o que “constitui uma violação do Direito do Mar e um ato de cumplicidade”. “Exigimos que ele aja imediatamente para proteger essas embarcações contra interferências militares estrangeiras”, assinalou.

A Asimos insta a comunidade internacional a dar garantias de segurança a todos os participantes da iniciativa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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