Publicado 11/06/2026 16:17

O CNE do Equador destitui sua presidente e nomeia José Cabrera Zurita como seu substituto

Archivo - Arquivo - Coletiva de imprensa de Diana Atamaint, presidente do Conselho Nacional Eleitoral do Equador
CNE ECUADOR - Arquivo

MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador destituiu nesta quinta-feira sua presidente, Diana Atamaint, e nomeou como substituto para o cargo José Cabrera Zurita, conselheiro do órgão desde 2018, em meio a tensões internas dentro do órgão eleitoral.

"O Equador exige instituições sólidas, próximas dos cidadãos e capazes de responder com responsabilidade. Trabalharemos com abertura ao diálogo, promovendo a cooperação entre os atores políticos, as organizações sociais e todos aqueles que compartilham o objetivo de fortalecer a democracia no país”, afirmou Cabrera Zurita ao assumir o cargo, de acordo com um comunicado do CNE.

A decisão de destituir Atamaint, que esteve à frente do CNE por oito anos, foi aprovada com os votos favoráveis de quatro conselheiros que integram o órgão eleitoral, conforme noticiado por vários meios de comunicação equatorianos.

Atamaint defendeu em um comunicado que organizou “mais de 20 processos eleitorais, entre nacionais e locais” durante seu mandato, ao mesmo tempo em que garantiu que sua gestão se baseou na “proximidade” e em “realizar o sonho da participação política em condições de igualdade para mulheres e jovens”.

“Sei que ainda há desafios a enfrentar e que o caminho que se segue exigirá esforços iguais ou maiores, força e vontade inabalável para continuar nesta trajetória de que o Equador precisa. Continuarei lutando a partir do lugar em que me encontro, pois meu compromisso com a democracia não termina com um cargo”, destacou.

A mudança ocorre em decorrência das críticas que Atamaint recebeu após antecipar as eleições locais para o próximo dia 29 de novembro, após um relatório da Secretaria de Gestão de Riscos que alertava sobre os perigos de realizar as eleições em fevereiro de 2027 devido aos efeitos do fenômeno climático El Niño.

O ex-presidente Rafael Correa afirmou que a medida não fazia sentido, referindo-se ao fato de que nem mesmo no contexto da pandemia da COVID-19 houve uma alteração no calendário eleitoral. “Todos sabem que isso é pura invenção e que o objetivo é impedir a participação dos partidos que se opõem ao governo de Noboa”, disse ele.

Da mesma forma, o partido de oposição Revolução Cidadã acusou o CNE de tentar antecipar as eleições sem fundamento legal. “Alertamos o país e a comunidade internacional de que essa manobra é inconstitucional e atenta contra a democracia: está sendo violado o direito do povo de eleger e sair dessa barbárie”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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