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Petro denuncia um “golpe eleitoral” e pede ao poder judiciário do país que inicie a “tutela” para “restabelecer” a Constituição MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Colômbia negou nesta quarta-feira a participação de Iván Cepeda, senador pelo Pacto Histórico — a coalizão que levou Gustavo Petro à Presidência do país em 2022 —, na consulta da esquerda para escolher o candidato à Presidência, prevista para o próximo dia 8 de março.
Isso foi confirmado pelo próprio Cepeda em um vídeo divulgado em sua conta no X, denunciando uma “decisão sem precedentes” e que ele classificou como “arbitrária, contrária à lei e abertamente antidemocrática”.
O órgão, afirmou ele, “violou os direitos de toda uma coletividade, nada menos que o partido mais influente e maior que existe hoje na Colômbia” e seus direitos como candidato, líder político e “os do partido e de milhões de pessoas que participaram de nossa consulta em 26 de outubro de 2025”.
Nesse sentido, ele quis lembrar que essa foi uma votação “interna”, na qual “foi tomada a decisão de que quem fosse eleito, como fui eu com mais de 1.550.000 votos, deveria participar” da consulta, na qual competirão o ex-senador Roy Barreras, o ex-embaixador da Colômbia na Argentina Camilo Romero e o ex-ministro do Interior Juan Fernando Cristo.
Por tudo isso, Cepeda anunciou sua inscrição para o primeiro turno das eleições presidenciais, que ocorrerá no dia 31 deste mês, e garantiu que “lá derrotaremos nossos adversários, a quem dizemos que compreendemos bem seus medos, suas apreensões”. “Como não podem nos derrotar no debate político-democrático, como não conseguiram nos derrotar nas urnas, recorrem então a truques, artimanhas e manobras que são, repito, claramente antidemocráticos”, afirmou.
Nessa linha, prometeu que “faremos tudo o que for necessário para garantir nossa participação nessa eleição para a Câmara dos Deputados” e aproveitou para “convidar” todos os líderes e entidades do Pacto Histórico, seus militantes e simpatizantes a “redobrar nossos esforços, pois não só teremos uma grande votação para o Congresso em 8 de março, mas, repito, eu serei o próximo presidente da República após ser eleito no primeiro turno”. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu a essa decisão do CNE — que foi aprovada por 6 votos a 4 — com uma mensagem na mesma rede social, onde classificou a decisão como “um golpe ao direito fundamental de eleger e ser eleito”. “Peço aos juristas da Colômbia que iniciem uma ação de tutela para restabelecer a Constituição e a Convenção Americana”, acrescentou. Pouco depois, reiterou essa posição ao considerar que “o fato de o CNE não permitir o registro das listas do Pacto Histórico, fundamentais para constituir as maiorias da Câmara dos Deputados, é um golpe profundo contra a Constituição e a democracia”. “Estamos diante de um golpe eleitoral”, denunciou.
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