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MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
O influente clérigo xiita Muqtada al Sadr anunciou nesta quarta-feira a integração da milícia Saraya al Salam (Brigadas da Paz) nas estruturas do Estado iraquiano, após indicar que o braço armado do movimento xiita nacional está se separando.
“Tornou-se imperativo para nós anunciar a separação completa da Saraya al Salam do movimento xiita nacional e sua plena integração no Estado e na autoridade geral responsável pelas formações militares”, informou o clérigo em um comunicado divulgado nas redes sociais.
Segundo ele, as entidades civis afiliadas à milícia “serão transformadas em uma estrutura unificada, sem quartéis, armas, uniformes, comandos nem qualquer outra característica desse tipo”.
Da mesma forma, Al Sadr ressalta sua exigência de que todas as formações enquadradas nas Forças de Mobilização Popular (FMP) deem esse passo e se desvinculem das “ordens partidárias e sectárias”, “especialmente depois que as facções entregarem suas armas ao Estado, tal como lhes aconselhamos fazer há anos”.
O PRIMEIRO-MINISTRO APLAUDE A INICIATIVA
Por sua vez, o gabinete do primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, aplaudiu a medida tomada pelo clérigo xiita, qualificando de “postura responsável” a integração da facção armada das formações da Saraya al-Salam ao Estado e “sua submissão à autoridade do Comandante-Chefe das Forças Armadas”.
“Afirmamos que esta iniciativa representa um passo importante para o fortalecimento da estabilidade interna, o reforço do princípio de que as armas devem estar exclusivamente nas mãos do Estado e o apoio às forças de segurança no cumprimento de seus deveres nacionais e constitucionais”, indicou o primeiro-ministro iraquiano.
Nesse sentido, ele pede a “todas as facções armadas” que sigam o mesmo caminho e “ajam sob a proteção do Estado e de suas instituições oficiais”. Isso contribuiria para “garantir a proteção do Iraque, preservar sua soberania e fortalecer a segurança e a estabilidade”, ressalta seu gabinete, que destaca que deve prevalecer o princípio de que o Estado “é a única autoridade com direito de monopolizar as armas e fazer cumprir a lei”.
Dessa forma, Al Zaidi insiste que a fase atual pela qual o Iraque está passando “exige esforços conjuntos de todas as partes”, reiterando que se priorize o interesse nacional e se preserve a unidade, a segurança e a estabilidade do país.
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