Publicado 08/05/2026 10:14

Clavijo exige que o navio não seja desinfetado nas Ilhas Canárias e siga para os Países Baixos com a mesma tripulação

O presidente das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo Batlle, durante a última jornada do evento “Wake Up, Spain! Wake Up, Europe”, no Palácio de Linares, em Madri, em 17 de abril de 2026, em Madri (Espanha). “Crescimento, coesão e incerteza” é um simpósio or
Fernando Sánchez - Europa Press

MADRID 8 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente das Canárias, Fernando Clavijo, exigiu hoje ao governo que o navio MV Hondius, no qual foi detectado um surto de hantavírus, não seja desinfetado nas costas das Canárias e que siga para os Países Baixos com a mesma tripulação.

Durante uma entrevista ao canal Cuatro, divulgada pela Europa Press, o chefe do Executivo das Canárias reconheceu que sua conversa com a ministra da Saúde, Mónica García, foi “tensa” e explicou que havia perguntado a ela se o navio seria desinfetado nas costas das Canárias e como isso seria feito.

Segundo Clavijo, a ministra não esclareceu esse ponto na reunião. No entanto, ele exigiu do governo de Pedro Sánchez que o cruzeiro MV Hondius não seja desinfetado nas costas das Canárias e que o lixo do navio não seja retirado durante a ancoragem que será realizada em frente ao porto de Granadilla de Abona, em Tenerife.

O presidente das Canárias destacou que ainda ninguém lhe esclareceu se a mesma tripulação permanecerá no navio ou se chegará uma nova. Esta última opção implicaria, segundo Fernando Clavijo, que seria necessário desinfetar o navio nas costas das Canárias e retirar o lixo que se acumulou nele.

Por isso, ele exigiu ao Governo que o cruzeiro mantenha a mesma tripulação, que parta para os Países Baixos assim que o último passageiro do MV Hondius tenha sido evacuado e que a desinfecção seja realizada lá, já que é onde se encontra a bandeira do navio. “Queremos que ele permaneça o menor tempo possível” na costa das Canárias, precisou ele, embora admita que “ninguém” lhe tenha garantido que o navio não será desinfetado na costa da região.

Outra das dúvidas que ele tem e que ainda não foi esclarecida é o que acontecerá se algum país se recusar a receber seus cidadãos. Dito isso, ele pediu que lhes garantam que o armador ou a Holanda se encarreguem da evacuação desses cidadãos.

CONVERSA TENS

O que a ministra explicou foi como será feita a evacuação: os passageiros serão recolhidos no navio por meio de embarcações menores e, em seguida, levados ao aeroporto, utilizando a mesma escada para evitar que tenham contato com outros passageiros.

Fernando Clavijo também revelou que ontem receberam, pela primeira vez, os resultados dos exames que estão sendo realizados no navio sobre o estado de saúde dos pacientes.

O presidente das Canárias admitiu que a primeira conversa que teve com Mónica García, após saber que o navio iria para as Canárias, “foi tensa”, mas não quis revelar mais detalhes quando questionado se houve gritos durante a conversa: “Vamos deixar isso em ‘tensão’”.

O encontro com a ministra ocorreu depois que Fernando Clavijo reclamou publicamente de não ter sido informado da mudança de critério na noite de terça-feira, quando o governo espanhol admitiu que o cruzeiro com hantavírus chegaria às costas espanholas, após não ter sido evacuado em Cabo Verde, onde havia atracado.

O presidente das Canárias assinalou que, após tomar conhecimento desse fato pela imprensa, escreveu à ministra da Saúde em duas ocasiões, à uma e meia da madrugada e às seis e meia, sem receber resposta, razão pela qual entrou em contato com o presidente do Governo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado