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MADRID 10 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente das Canárias, Fernando Clavijo, considerou “inoportuno” e “uma provocação” o fato de o chefe do Executivo, Pedro Sánchez, comparecer à visita do Papa Leão XIV ao cais de Arguineguín, na ilha de Gran Canaria, prevista para esta quinta-feira, 11 de julho.
Em entrevista ao canal 'Cuatro', divulgada pela Europa Press, o presidente das Canárias criticou Sánchez por ir ao que, segundo ele, foi o "cais da vergonha", em referência ao acampamento com milhares de imigrantes que se formou no recinto portuário de Arguineguín, onde pernoitaram amontoados durante o verão de 2020.
“Houve milhares de pessoas amontoadas durante meses. Todos os direitos humanos foram violados por um governo supostamente progressista”, lembrou ele, acrescentando em seguida que o presidente do Governo “não atendeu a uma única ligação” para resolver a gestão da crise migratória.
Diante disso, Clavijo repreendeu o chefe do Executivo, afirmando que “juntar-se” à visita ao lado do Papa é “inoportuno”, já que “eles não foram lá (Arguineguín) para assumir a responsabilidade quando era preciso”.
No entanto, ao ser questionado se falaria com Sánchez a esse respeito, Clavijo garantiu que não farão “absolutamente nada para politizar ou manchar” a visita de Leão XIV.
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