Ele denuncia que os canários foram tratados como “desolidários” e que recebeu “ataques de todo tipo” por ousar “dar sua opinião”
MADRID, 12 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente das Canárias, Fernando Clavijo, afirmou que o Governo das Canárias estava “certo” nas advertências que fez durante o transporte dos infectados pelo hantavírus e insistiu em criticar a gestão do Executivo central, pois é “evidente” que poderiam ter “reduzido os riscos”.
Nesse sentido, ele afirmou que os “três casos positivos” conhecidos nas últimas horas “confirmaram” a “necessidade” de ter feito os testes PCR “no navio”, conforme solicitou o governo das Canárias. “O que aconteceu é que surgiram casos positivos de hantavírus e eles seguiram o mesmo trajeto das pessoas que nos diziam que (...) não tinham o vírus”, afirmou nesta segunda-feira em entrevista ao canal Cuatro.
Ele também questionou o fato de não terem sido atendidos os outros dois pedidos que fez: que fossem disponibilizados aviões, inclusive da União Europeia, caso não chegassem a tempo de repatriar os passageiros, e que a operação fosse realizada em um único dia. “O resultado é que hoje o avião que vinha da Austrália não chegou” e que “as condições climáticas fizeram com que o navio tivesse que atracar no porto”.
O presidente regional denunciou “ataques de todo tipo” por ousar “dar sua opinião” para “tentar melhorar e tornar mais segura” a operação. “O que se tentou fazer foi ridicularizar-me e, é claro, tratar os canários como pessoas sem solidariedade”, concluiu.
O Ministério da Saúde explicou nesta segunda-feira que o passageiro do 'MV Hondius', confirmado como "positivo leve" para hantavírus pelos Estados Unidos, obteve um resultado "não conclusivo" e outro "negativo" nos testes realizados no cruzeiro pelo epidemiologista do Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).
Também foi confirmado um caso positivo entre os quatorze espanhóis transferidos para o Hospital Militar Gómez Ulla, em Madri; os outros treze tiveram resultado negativo. Por sua vez, a mulher francesa que começou a apresentar sintomas neste domingo no avião e testou positivo encontra-se na UTI, conforme confirmou a ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist.
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