Europa Press/Contacto/Lc Moreira, Lc Moreira
MADRID 2 jan. (EUROPA PRESS) -
O segundo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos, denunciou que seu pai está sendo vítima de "um exercício reiterado de abuso de poder" cometido pelo juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, instrutor do caso do golpe de Estado, depois que ele lhe negou a prisão domiciliar após ter sido submetido a várias intervenções médicas nos últimos dias.
Para Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro, as decisões que o juiz vem tomando "violam garantias constitucionais fundamentais" e "expõem deliberadamente" seu pai "a verdadeiros riscos físicos e humanos".
"O que está acontecendo no Brasil não é a aplicação rigorosa da lei, mas um exercício reiterado de abuso de poder, concentrado nas mãos de um ministro que há muito tempo ultrapassou todos os limites aceitáveis em um estado de direito", reclamou como parte de uma ampla mensagem postada em sua conta no X.
"Interromper imediatamente essa perseguição política não é um favor, não é uma concessão e não é ideologia, é um dever institucional. O Brasil não pode ser governado por decisões personalistas, sem debate efetivo, sem limites e sem responsabilidade", argumentou o segundo dos filhos do ex-presidente.
Carlos Bolsonaro deu como exemplo a morte súbita de um homem investigado pelos ataques de 8 de janeiro em uma prisão brasileira, onde aguardava julgamento, para mostrar que essas demandas não são um exagero. "Já vimos o resultado concreto desse método", alertou.
O homem em questão é Cleriston Pereira da Cunha, 46 anos, conhecido como "Clezão", que morreu repentinamente em uma prisão de Brasília em 20 de dezembro. Sua morte "não foi um acidente ou uma fatalidade imprevisível; foi uma consequência direta de um sistema que normalizou a arbitrariedade", disse ele.
A reação de Bolsonaro veio imediatamente após o juiz De Moraes rejeitar novamente um pedido dos advogados do ex-presidente brasileiro para que ele cumprisse sua sentença de prisão por conspiração golpista em prisão domiciliar, depois de passar por várias operações médicas nos últimos dias.
Desde o final de dezembro, Jair Bolsonaro vem cumprindo efetivamente sua sentença de mais de 27 anos de prisão por crimes de golpe em uma sala de detenção montada na sede da Polícia Federal em Brasília, para onde retornou na quinta-feira após receber alta médica.
Nos últimos dias, o ex-presidente passou por uma cirurgia para tratar de uma hérnia inguinal, mas aproveitou sua estadia no hospital para se submeter a mais duas cirurgias para bloquear os nervos frênicos direito e esquerdo - que controlam os movimentos do diafragma - e, assim, parar seus soluços habituais.
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