SEVILHA 16 abr. (EUROPA PRESS) -
Agentes da Unidade da Polícia Nacional Adscrita à Comunidade Autônoma da Andaluzia (UPA) retiraram cinco irmãos menores de idade da localidade sevillana de Castilblanco de los Arroyos após constatarem que eles viviam com a mãe em condições de “extrema insalubridade”, que sua residência era utilizada como “ponto de venda de estupefacientes” e que eles apresentavam evasão escolar, uma situação descrita pelos profissionais como “de grave risco e desproteção”.
Conforme informado pela Secretaria de Saúde, Presidência e Emergências do Governo da Andaluzia em um comunicado à imprensa, os menores, com idades entre 1 e 14 anos, viviam com a mãe em uma residência em “condições de extrema insalubridade” e que era conhecida na região como um ponto habitual de venda de substâncias estupefacientes. Além disso, os três irmãos mais velhos apresentavam histórico de absentismo escolar.
Nestas circunstâncias, a mãe, apesar das exigências dos serviços sociais, não tomou medidas para melhorar as condições de vida das crianças, o que “agravou” a situação. De fato, segundo a investigação, ela chegou até a esconder as crianças para evitar a intervenção das autoridades, o que obrigou a solicitar autorização judicial para acessar a residência.
A mãe possui diversos antecedentes policiais e judiciais, enquanto o pai, também com antecedentes, encontrava-se naquele momento em paradeiro desconhecido, pois havia um mandado de prisão contra ele.
Assim, e considerando o “risco” da operação, a UPA mobilizou um dispositivo específico de intervenção no qual participaram agentes da Aprome. A entrada na residência e a retirada das crianças ocorreram sem incidentes e tiveram lugar no último dia 30 de março. Os cinco irmãos foram colocados à disposição do Serviço de Proteção à Criança.
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