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MADRID 7 jun. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) manifestou novamente suas preocupações diante do aumento da violência social que a Bolívia vem testemunhando no contexto do bloqueio indefinido de estradas convocado por organizações sindicais e civis contra o presidente, Rodrigo Paz, por isso, instaram tanto as autoridades quanto a população civil a buscar a via diplomática.
"A CIDH reitera sua preocupação com a escalada do conflito social na Bolívia no contexto dos protestos iniciados em maio de 2026 e apela ao Estado e a toda a sociedade para que priorizem o diálogo a fim de atender às demandas sociais", afirmou o órgão neste sábado em um breve comunicado divulgado nas redes sociais.
No mesmo comunicado, a instituição destacou que toda medida de estado de exceção deve basear-se na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, sendo de especial relevância, neste contexto, o artigo 27 da mesma, bem como no que denominou de “padrões interamericanos”.
Além disso, acrescentou, “deve atender à necessidade, razoabilidade, proporcionalidade, temporalidade e controle jurídico das medidas”.
Este alerta surge após a divulgação de que pelo menos 26 civis ficaram feridos e dois policiais foram atingidos por tiros durante uma operação para desbloquear a rodovia de San Julián, no leste do país, conforme informaram as autoridades bolivianas neste mesmo sábado.
Nesse contexto, o presidente boliviano sinalizou nesta sexta-feira que não descarta recorrer à declaração do estado de exceção caso persistam os bloqueios de estradas e os protestos que “asfixiam” a economia do país há semanas. O presidente advertiu, no entanto, que a medida constitucional será mantida como última opção para garantir os serviços básicos, a livre circulação e o abastecimento de combustíveis.
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