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As autoridades palestinas dizem que estão prontas para receber os corpos dos mortos.
MADRID, 14 out. (EUROPA PRESS) -
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pediu nesta terça-feira o "tratamento digno" dos restos mortais de israelenses e palestinos para sua troca no marco da primeira fase do acordo alcançado por Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), em linha com a proposta feita na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"A pedido das partes em conflito, o papel do CICV como intermediário neutro nessa operação começa quando os restos mortais são entregues à equipe do CICV. As equipes do CICV estão tomando as medidas necessárias para garantir que os corpos dos falecidos sejam manuseados de maneira digna, fazendo uso de veículos com câmara fria e sacos apropriados para sua transferência", disse a organização em um comunicado.
A organização disse que as famílias que perderam seus entes queridos "já estão enfrentando uma dor inimaginável". "Todos devem garantir que a entrega desses restos mortais seja feita corretamente, com humanidade", disse.
Nesse sentido, ele pediu que o acordo "seja implementado de boa fé e que os restos mortais sejam entregues às suas famílias". "Isso é de vital importância e uma parte essencial do acordo", afirma o texto.
Na terça-feira, o Ministério da Saúde palestino disse que estava pronto para receber os corpos dos "mártires" mortos - que serão entregues pelas forças israelenses - a fim de "administrar os restos mortais de acordo com os procedimentos e protocolos de saúde estabelecidos".
Para isso, várias ambulâncias foram equipadas e pessoal técnico foi destacado para "receber, examinar, documentar e entregar os mortos" de maneira "digna e justa", disseram as autoridades palestinas em um comunicado.
A declaração afirma que seus funcionários continuam a realizar "trabalho humanitário e profissional, apesar das condições adversas e das restrições existentes", com o objetivo de "cumprir uma missão que busca preservar a dignidade dos vivos e dos mortos".
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