MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) -
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) advertiu nesta segunda-feira que a suspensão da ajuda à Faixa de Gaza e o corte do fornecimento de eletricidade à única usina de dessalinização do enclave palestino ameaçam "mergulhar" o território em "uma grave emergência humanitária".
O CICV lembrou que, de acordo com a lei humanitária, Israel deve atender "às necessidades básicas da população civil sob seu controle". "Ele também deve permitir e facilitar a passagem rápida e desimpedida da assistência humanitária", enfatizou em um comunicado.
Nesse sentido, a organização advertiu que as "repercussões" dessas medidas promovidas pelo governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu "já estão sendo sentidas no aumento dos preços e na escassez de produtos básicos" em Gaza.
"O CICV reitera seu apelo urgente para que mais ajuda entre em Gaza, a libertação de todos os reféns e a manutenção do cessar-fogo", disse em um comunicado, acrescentando que a cessação das hostilidades no enclave tem sido "vital para salvar vidas".
Por fim, a agência disse que, embora as entregas de ajuda tenham aumentado "consideravelmente" durante o cessar-fogo, isso "continua sendo uma gota no oceano em comparação com as imensas necessidades no local".
"É necessário um compromisso de longo prazo para reconstruir os serviços essenciais e restaurar a dignidade das comunidades afetadas. Há uma necessidade urgente de assistência diversificada, incluindo materiais de construção para abrigos, suprimentos médicos e outros serviços", disse ele.
No domingo, o ministro israelense da Energia, Eli Cohen, anunciou que cortaria o fornecimento de eletricidade para a Faixa de Gaza, depois que Israel já havia interrompido a entrega de suprimentos humanitários. A medida tem como objetivo pressionar o Hamas a libertar as dezenas de reféns ainda mantidos em território palestino.
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