Europa Press/Contacto/Mohammed M. Skaik, Mohammed
MADRID 30 jan. (EUROPA PRESS) -
A presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR), Mirjana Spoljaric, pediu a aceleração da entrada de ajuda humanitária em Gaza, aproveitando a “inércia” gerada pela devolução do último israelense morto nas mãos das milícias palestinas, correspondida pela devolução dos corpos de 15 palestinos mortos.
A entrega do corpo do policial israelense Ran Gvili, no último dia 26 de janeiro, encerra uma das principais etapas da primeira fase do acordo entre Israel e o Hamas. Três dias depois, Israel entregou os corpos dos palestinos; avanços positivos em meio à crise que, recomenda a presidente do CICR, devem ser aproveitados “para melhorar urgentemente as precárias condições humanitárias em Gaza”.
Spoljaric lembra que o CICR tem sido um instrumento essencial para facilitar os retornos, devoluções que “permitiram às famílias se reunirem com seus entes queridos e chorar devidamente suas perdas”. Esse trabalho, embora difícil, demonstra o papel insubstituível das medidas humanitárias no longo caminho para a paz”, indicou a presidente do CICR.
Agora, “a comunidade internacional deve aproveitar todas as oportunidades para intensificar os esforços que aliviem o sofrimento em Gaza”, começando pela “flexibilização das restrições sobre os chamados materiais e equipamentos de dupla utilização, como tubos de água e geradores, que são essenciais para restaurar a infraestrutura essencial da qual a população depende”.
“Muitas pessoas em Gaza continuam vivendo entre os escombros, sem serviços básicos, lutando para se manter aquecidas em meio às duras condições do inverno. Milhares de famílias continuam esperando notícias de seus entes queridos. É necessário reparar hospitais, moradias, escolas e sistemas de água, e remover munições não detonadas”, acrescenta a presidente do CICR.
“Todos os Estados e as partes em conflito têm a responsabilidade de garantir o respeito pelos limites e proteções consagrados no direito internacional humanitário. Isso é essencial para salvar vidas, restaurar a dignidade humana e estabelecer as bases para construir uma paz duradoura”, conclui.
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