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MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pediu nesta segunda-feira que não se normalizem as “ameaças deliberadas” de ataques contra infraestruturas civis, no contexto da guerra travada há mais de um mês pelos Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, lembrando que isso é proibido pelo Direito Internacional e alertando para os efeitos “devastadores” de um conflito sem limites.
“Sejam verbais ou concretas, as ameaças deliberadas contra infraestruturas civis e instalações nucleares não devem ser normalizadas na guerra. Toda guerra travada sem limites é incompatível com o Direito Internacional. É indefensável e desumana, e tem consequências devastadoras para populações inteiras”, declarou sua presidente, Mirjana Spoljaric.
A responsável pelo CICR lembrou que “os Estados devem respeitar e fazer respeitar as leis da guerra em suas palavras e em seus atos”, após denunciar “a destruição de infraestruturas essenciais para a vida da população civil” em “toda” a região. “Observam-se ataques contra usinas de energia, sistemas de abastecimento de água, hospitais, estradas, pontes, residências, escolas e universidades”, acrescentou a respeito.
Spoljaric destacou ainda que “o mais alarmante são as ameaças potenciais contra instalações nucleares”, uma vez que “qualquer erro de cálculo pode causar danos irreversíveis que perdurarão por gerações”.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou nesta segunda-feira “impactos de ataques militares” na usina nuclear de Bushehr, depois que o governo do Irã denunciou um novo ataque perpetrado no sábado contra o perímetro da usina, o quarto desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram, no final de fevereiro, sua ofensiva contra o país asiático.
Assim, pediu “com urgência” às partes envolvidas no conflito que “preservem a população civil e os bens de caráter civil em todas as operações militares”, e lembrou-lhes que “essa é sua obrigação nos termos do Direito Humanitário”. “O mundo não pode sucumbir a uma cultura política que priorize a morte em detrimento da vida”, sublinhou.
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