Publicado 06/03/2026 07:37

Christodoulides acredita que a crise em Chipre está sendo “exagerada”, destaca o apoio da UE e considera complicado entrar na OTAN

27 de fevereiro de 2026, Roma, Roma, Itália: 27/02/2026, Roma - O presidente Sergio Mattarella durante conversas com Nikos Christodoulides, presidente da República de Chipre,
Europa Press/Contacto/Giandotti/Press Office

MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, afirmou que a atual situação de segurança em Chipre não exclui a ameaça de mísseis, mas indicou que a crise que a ilha atravessa é “exagerada”, ao mesmo tempo que destacou o apoio recebido pelos Estados-membros da União Europeia e reconheceu a dificuldade do país em aderir à OTAN devido ao bloqueio exercido pela Turquia.

“Ao ler algumas informações, especialmente na mídia internacional, percebe-se um certo grau de exagero sobre o que está acontecendo em Chipre”, afirmou o presidente cipriota em entrevista à rede de televisão grega Skai TV.

De todo modo, ele reconheceu que, após o ataque à base britânica de Akrotiri, nada pode ser excluído “em relação a mísseis balísticos”, em pleno recrudescimento das represálias do Irã após o ataque maciço iniciado no último sábado pelos Estados Unidos e Israel.

Assim, afirmou que o principal alvo dos ataques é Israel, mas que as forças cipriotas estão monitorando a situação, dada a proximidade geográfica com o alvo da retaliação. Christodoulides reivindicou a resposta solidária dos Estados-membros após os destacamentos navais e aéreos ordenados pela Espanha, França, Reino Unido e Grécia, aos quais a Itália também prometeu se juntar.

“É a primeira vez que vejo uma resposta e uma cooperação como esta por parte das instituições da UE e dos Estados-Membros”, destacou, depois de salientar que Chipre solicitou apoio em áreas específicas e que a resposta foi “imediata”. Assim, avaliou o envio de F-16 pela Grécia como “um dos factos mais importantes na história de Chipre”.

Por último, sobre a possibilidade de Nicósia solicitar a adesão à OTAN, reconheceu a dificuldade de se conseguir este passo, uma vez que se trata de uma decisão tomada por consenso e na qual a Turquia teria a última palavra. “Se fosse possível aderir imediatamente à OTAN, eu o faria”, afirmou, admitindo que não é o caso devido à situação política do país, dividido desde 1974 após a invasão do norte pela Turquia e o estabelecimento de uma entidade turco-cipriota.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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