Europa Press/Contacto/Kostas Pikoulas - Arquivo
MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -
A Junta de Paz para Gaza, promovida pelos Estados Unidos, realizará na terça e na quarta-feira da próxima semana uma reunião em Chipre, conforme confirmaram as autoridades cipriotas.
O porta-voz do governo, Konstantinos Letymbiotis, afirmou isso em declarações à emissora pública RIK, embora tenha esclarecido que “a República de Chipre não é nem organizadora nem coorganizadora do evento”, mas atua apenas como país anfitrião.
Questionado sobre os participantes da cúpula de dois dias, o porta-voz limitou-se a dizer que se trata de “funcionários” e indicou que alguns deles “já solicitaram reuniões” com o ministro das Relações Exteriores do país, Constantinos Kombos, durante sua estadia em Chipre.
De qualquer forma, Letymbiotis ressaltou que “o fato de o órgão administrativo dessa Assembleia ter escolhido (seu) país — um país que demonstrou na prática (...) quantas iniciativas colocou em prática, bem como a eficácia dessas iniciativas no que diz respeito à ajuda humanitária à população civil de Gaza — reveste-se de grande importância”.
Além disso, ele lembrou que as autoridades cipriotas já apoiaram o plano de paz elaborado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Faixa de Gaza. “Nós, como República de Chipre, não apenas o acolhemos com satisfação, mas também o apoiamos desde o início”, afirmou.
“Gostaria de lembrar que (o presidente Nikos Christodoulides) participou da primeira conferência em que esse plano foi anunciado e apresentou uma proposta de oito pontos concretos baseada no plano do presidente Trump para acelerar a reconstrução de Gaza”, acrescentou o porta-voz.
O Conselho de Paz foi criado por Washington no início deste ano com o objetivo de dar início, entre outras questões, à reconstrução do enclave palestino, ao desarmamento do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e ao estabelecimento das bases para um acordo de paz duradouro, embora, até o momento, a iniciativa não tenha produzido avanços visíveis.
Nesta mesma quarta-feira, o porta-voz do Hamas, Hazem Qasim, reiterou a necessidade de “acelerar a entrada da Comissão Nacional para a Administração de Gaza (CNAG)” no enclave palestino e o “início de suas atividades”, o que foi o foco das últimas negociações do Hamas no Cairo, realizadas no início de junho.
Nesse sentido, o porta-voz garantiu a “total disposição” das autoridades de Gaza para “transferir” à CNAG — que supervisionará a realidade pós-guerra da Faixa em colaboração com o Conselho de Paz — “todas as competências governamentais, incluindo as de segurança”.
“Não faz sentido que a Junta de Paz tenha sido incapaz de fazer com que a Comissão entrasse na Faixa durante todo esse tempo, após longos meses desde sua constituição, o que deixa a Junta à mercê das posições israelenses”, denunciou ele no comunicado divulgado pelo jornal ‘Filastin’.
“Esperamos que os esforços dos mediadores deem frutos e permitam a entrada da Comissão em breve, para que possamos dar início à normalização da situação na Faixa de Gaza e colocar em andamento uma verdadeira operação de ajuda humanitária que alivie o sofrimento da população”, acrescentou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático