Publicado 06/02/2026 08:46

China solicita conversações com a Lituânia após Vilnius reconhecer o “erro” de abrir um escritório em Taiwan

CHINA, PEQUIM - 1º DE FEVEREIRO DE 2026: O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante uma reunião com o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Shoigu.
Europa Press/Contacto/Maxim Blinov

MADRID 6 fev. (EUROPA PRESS) - As autoridades chinesas manifestaram nesta sexta-feira a sua disponibilidade para iniciar conversações com a Lituânia, depois de a primeira-ministra lituana, Inga Ruginiene, ter admitido o “enorme erro” que foi a abertura de um escritório de representação em Taiwan, assunto que gerou tensões sem precedentes entre o gigante asiático e o país báltico.

Nesse sentido, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, instou a Lituânia a manter contatos para “corrigir seus erros o mais rápido possível”. “A porta de comunicação da China com a Lituânia continua aberta”, afirmou em declarações recolhidas pela agência estatal Xinhua.

“Esperamos que a Lituânia possa traduzir sua vontade de melhorar as relações bilaterais em ações reais e corrigir seus erros o mais rápido possível”, afirmou.

Em uma entrevista recente, Ruginiene afirmou que a abertura de um escritório de representação da Lituânia na ilha foi um “erro enorme”, afirmando que a Lituânia fez uma aposta diplomática que saiu mal. “Ela realmente se jogou na frente do trem e perdeu”, chegou a declarar em uma entrevista recente à agência Baltic News Service.

A líder lituana considera que o país se precipitou ao abrir sua delegação em Taiwan, alegando que Vilnius provavelmente esperava um reconhecimento mundial por ser pioneira em dar esse passo. “Foi um grande erro da parte da Lituânia pensar que, se oferecêssemos algo por conta própria e fôssemos os primeiros a fazer algo, o mundo de repente apreciaria isso. Bem, tentamos neste caso, temos o Escritório de Representação de Taiwan, mas o mundo não apreciou, ninguém apreciou”, afirmou. A política de aproximação da Lituânia com Taiwan em 2021 disparou as tensões com Pequim, que respondeu com restrições comerciais como retaliação às manobras de Vilnius.

Concretamente, a China impôs um veto ao despacho de produtos lituanos através da sua alfândega, além de rejeitar os pedidos de importação da Lituânia, e também exerceu pressões para que outros países europeus eliminassem os componentes lituanos das suas cadeias de abastecimento quando exportam para a China; tudo isso levou a União Europeia a denunciar a China perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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