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MADRID, 8 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo da China manifestou sua “profunda preocupação” com a nova troca de ataques entre o Irã e Israel e afirmou que um reinício das hostilidades “não é do interesse de nenhuma das partes”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, enfatizou que Pequim “está profundamente preocupada com a situação atual” e expressou seu desejo de que as partes “honrem seus compromissos com o cessar-fogo” e “mantenham o ímpeto das negociações”, conforme noticiado pelo jornal chinês 'Global Times'.
Assim, ele exortou as partes a "manterem-se comprometidas com a resolução de disputas por meio de canais políticos e diplomáticos" e a "alcançem o mais rápido possível um cessar-fogo abrangente e duradouro" com o objetivo de "criar as condições necessárias para restaurar a paz e a tranquilidade no Oriente Médio e no Golfo Pérsico".
O Irã lançou no domingo vários mísseis contra Israel em resposta ao bombardeio israelense contra a capital libanesa, Beirute. Israel respondeu com bombardeios contra território iraniano, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter garantido no domingo que ligaria ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que não retribuísse o ataque.
O Irã vem alertando há semanas contra as ações israelenses no Líbano e na Faixa de Gaza, argumentando que o acordo de cessar-fogo alcançado em abril com os Estados Unidos abrangia toda a região. No entanto, o Exército israelense intensificou seus bombardeios e acelerou sua invasão do Líbano nas últimas semanas.
Os Estados Unidos e o Irã estão imersos, desde abril, em um processo de negociações mediadas pelo Paquistão para tentar alcançar um acordo de paz que ponha fim ao conflito no Oriente Médio, desencadeado após a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
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