Publicado 25/06/2026 08:33

A China responde ao Reino Unido, à Alemanha e à França, pedindo que deixem de “distorcer” a situação em Taiwan

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de um homem segurando uma bandeira de Taiwan.
Wiktor Dabkowski/ZUMA Press Wire / DPA - Arquivo

MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -

As autoridades da China responderam nesta quinta-feira ao Reino Unido, à Alemanha e à França, afirmando que esses países devem respeitar “a soberania, a integridade territorial e os direitos e interesses marítimos” de Pequim em relação a Taiwan e deixar de “deturpar” a situação em torno da ilha.

“Os países envolvidos devem respeitar a soberania, a integridade territorial e os direitos e interesses marítimos da China, e deixar de distorcer os fatos e a verdade. As instituições competentes não deveriam fazer declarações incompatíveis com sua função”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em coletiva de imprensa, em resposta às críticas dos países europeus.

A China possui uma zona econômica exclusiva e uma plataforma continental nas águas localizadas a leste da ilha chinesa de Taiwan, reiterou Guo, enfatizando que o patrulhamento nessas áreas por parte de Pequim “constituem ações legítimas para exercer a jurisdição da China, salvaguardar a estabilidade regional e manter a ordem marítima em conformidade com a lei”.

Da mesma forma, ele defendeu que essas ações são uma “resposta necessária” à “manipulação” por parte do Japão e das Filipinas de sua agenda de delimitação marítima e à violação dos direitos e interesses marítimos da China, em relação às negociações que Tóquio e Manila mantêm para delimitar suas águas, apesar de estas se sobreporem à zona econômica exclusiva de Taiwan.

Em relação às autoridades de Taiwan, Guo denunciou que “fazem ouvidos moucos” às “violações” cometidas pelo Japão e pelas Filipinas e criticou que, ao contrário, “se unem a forças externas para desacreditar os esforços do Governo Central em defender seus direitos”.

“Isso volta a evidenciar a natureza separatista das autoridades do Partido Democrático Progressista e sua traição aos interesses fundamentais da nação chinesa”, afirmou ele sobre as autoridades lideradas por Lai Ching Te. Dessa forma, ele adiantou que “eles enfrentarão o desprezo dos povos de ambos os lados do Estreito de Taiwan e o julgamento da história”.

Essa mensagem é uma resposta à condenação conjunta do Reino Unido, da Alemanha e da França ao “assédio” da China em águas a leste de Taiwan, após terem manifestado sua “preocupação” com as recentes “operações especiais para aplicar a legislação marítima” chinesa na região.

Em um comunicado conjunto, os escritórios dos três países em território taiwanês — que funcionam como representações diplomáticas “de fato” — alertaram que esse comportamento representa uma “ameaça à estabilidade” na região e afirmaram ter observado a “atividade incomum da China”. “Essas ações ameaçam a estabilidade regional, a liberdade de navegação e a segurança do transporte marítimo internacional”, afirma o texto, que manifesta oposição a “qualquer alteração unilateral do ‘statu quo’”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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