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MADRID 18 dez. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas condenaram nesta quinta-feira "firmemente" o último acordo de venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, no valor de 11 bilhões de dólares (pouco mais de 9,3 bilhões de euros), em meio às crescentes tensões com Pequim, e afirmaram que essas ações "minam a paz e a estabilidade" no Estreito de Taiwan.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que a decisão foi "uma violação do princípio de 'uma só China'" que rege a política interna do país e torna Taiwan, segundo Pequim, um assunto "puramente privado".
"Isso viola seriamente a soberania, a segurança e a integridade territorial da China, prejudica seriamente a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e envia o sinal errado para as forças separatistas que defendem a independência de Taiwan", lamentou ele durante uma coletiva de imprensa.
Ele disse que a China "se opõe firmemente e condena com veemência esse movimento", de acordo com o Global Times. "As forças separatistas continuam a resistir à unificação e continuam a arrecadar dinheiro para comprar armas e transformar a ilha em um barril de pólvora", disse ele.
"Isso não salvará a independência de Taiwan do destino trágico que a aguarda; apenas aumentará o perigo de guerra no Estreito de Taiwan", disse ele, ao mesmo tempo em que atacou as "tentativas dos EUA de ajudar essas forças pró-independência". "O tiro sairá pela culatra, porque usar Taiwan para conter a China nunca terá sucesso", disse ele.
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