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Ele diz que tanto os países da UE quanto os EUA continuam a manter relações comerciais com Moscou.
MADRID, 21 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas rejeitaram nesta quarta-feira as últimas sanções impostas pela União Europeia contra a Rússia no contexto da invasão da Ucrânia e que afetam várias empresas chinesas que o bloco da UE considera cúmplices por contribuírem para que Moscou evite este tipo de medidas restritivas.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse em uma coletiva de imprensa que a China "se opõe firmemente a essas sanções unilaterais, pois elas não têm base no direito internacional e não contam com a aprovação do Conselho de Segurança da ONU".
Expressamos nossa firme insatisfação e rejeição categórica das sanções infundadas impostas pela União Europeia contra as empresas chinesas", disse o diplomata, de acordo com o jornal estatal chinês "Global Times".
Ela também pediu que a UE "pare de aplicar padrões duplos em sua cooperação econômica e comercial com a Rússia" e "respeite os interesses legítimos das empresas chinesas". Ele ressaltou que muitos países, incluindo os do bloco da UE e os Estados Unidos, atualmente têm relações com Moscou.
"As relações comerciais normais entre as empresas chinesas e russas devem prosseguir e não podem ser interrompidas por interferências ou restrições", disse ele, prometendo que o governo chinês tomaria as medidas apropriadas para "proteger seus direitos e interesses legítimos".
Mao aproveitou a oportunidade para lembrar que a China nunca forneceu armas letais às partes e enfatizou que ela "controla rigorosamente a exportação de produtos de uso duplo".
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