Europa Press/Contacto/Xie Huanchi
Pequim defende a solução de dois Estados e sublinha que “Gaza e Cisjordânia são territórios palestinos inseparáveis” MADRID 12 fev. (EUROPA PRESS) -
O governo da China reiterou nesta quinta-feira sua rejeição a “todas as tentativas de anexar” territórios palestinos por parte de Israel, depois que o gabinete de segurança de Israel aprovou uma reforma da administração da Cisjordânia, ampliando suas competências nesta parte da Palestina.
“A China sempre se opôs à construção de novos assentamentos nos Territórios Palestinos Ocupados e se opõe a todas as tentativas de anexar ou entrincheirar-se em território palestino ou minar os pilares políticos da solução de dois Estados”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian.
Assim, ele enfatizou durante sua coletiva de imprensa diária que “Gaza e a Cisjordânia são territórios palestinos inseparáveis” e que “a solução de dois Estados é o caminho fundamental para resolver a questão palestina”, conforme divulgado pelo portal de notícias chinês China News.
“A situação atual em Gaza continua muito frágil e as partes devem pôr fim a qualquer ação que aumente as tensões e agrave o conflito”, concluiu Lin, com o que Pequim se junta ao coro de condenações internacionais à referida decisão do gabinete de segurança israelense, aprovada durante o dia de domingo.
A decisão implica aspectos como a assunção de competências sobre o território ou licenças de construção na histórica cidade de Hebron por parte das autoridades israelenses, modificando uma situação estabelecida em 1997 que previa que qualquer nova construção deveria ser aprovada tanto pelas instituições palestinas quanto pelas israelenses.
O plano inclui também a publicação dos registros de terras da Cisjordânia para que qualquer pessoa possa localizar os proprietários de um terreno e fazer uma oferta para sua compra. Até agora, essa informação era confidencial. Além disso, revoga uma norma que proíbe pessoas não muçulmanas de comprar terras na zona, que data do período em que a Jordânia controlava a Cisjordânia, e cria uma “autoridade municipal específica” para gerir o Túmulo de Raquel, em Belém, responsável pela limpeza e manutenção do local.
Por outro lado, amplia as competências de segurança nas zonas A e B previstas nos Acordos de Oslo, que previam que fossem zonas de controle civil palestino (A) e de controle misto (B), em áreas como água, danos a locais arqueológicos e danos ambientais ou poluição, num momento em que os países da região pediram para evitar medidas unilaterais para consolidar o cessar-fogo em Gaza e avançar na aplicação da proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Faixa.
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