Publicado 12/05/2026 07:44

A China reitera sua oposição “clara” à venda de armas pelos EUA a Taiwan, poucos dias antes da viagem de Trump

Archivo - Arquivo - FOTO DE ARQUIVO - 4 de setembro de 2019, EUA, Washington: O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa por telefone com o primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, para expressar suas condolências pelas vítimas fatais e pelos danos
Shealah Craighead/White House/dp / DPA - Arquivo

Autoridades chinesas reitiram que Jimmy Lai é “o principal instigador” dos “distúrbios” em Hong Kong, após o pedido de Trump para que ele seja libertado

MADRID, 12 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades chinesas reiteraram nesta terça-feira sua oposição à venda de armas pelos Estados Unidos a Taiwan, além de terem enfatizado que Jimmy Lai, opositor de Hong Kong atualmente preso, é “o principal instigador” dos “distúrbios” no enclave, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, em sua visita no final desta semana, levará ambos os temas à reunião com seu homólogo chinês, Xi Jinping.

“Durante a visita do presidente Trump à China, os dois chefes de Estado manterão uma profunda troca de opiniões sobre as principais questões relacionadas às relações entre a China e os Estados Unidos, bem como sobre a paz e o desenvolvimento mundial”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em coletiva de imprensa um dia antes do início da viagem prevista para os dias 13 a 15 de maio.

De qualquer forma, sobre os dois temas controversos que o presidente norte-americano colocou em pauta, o porta-voz chinês reiterou a tradicional postura de Pequim. “A firme oposição da China às vendas de armas dos Estados Unidos à região chinesa de Taiwan é constante e clara”, sublinhou.

Em relação à figura de Jimmy Lai, dissidente de Hong Kong cuja libertação o presidente norte-americano afirmou que solicitará a Xi, Guo insistiu que Lai é “o principal instigador e responsável pelos distúrbios que abalaram Hong Kong”.

Assim, ele reiterou que os assuntos de Hong Kong são “assuntos internos da China”. “O governo central da China apoia firmemente as autoridades judiciais de Hong Kong no desempenho de suas funções de acordo com a lei”, limitou-se a comentar.

Em declarações à imprensa na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos disse que discutirá com o presidente da China a libertação do dissidente de Hong Kong. “Jimmy Lai causou muita agitação na China. Ele tentou fazer a coisa certa. Não teve sucesso, foi para a prisão e as pessoas gostariam que ele saísse. E eu também gostaria que ele saísse”, argumentou.

Em relação à situação em Taiwan, Trump disse que Pequim sabe que ele não quer ver nenhuma ação da China contra a ilha, que vive sob a ameaça constante de uma unificação à força com o resto da China continental; por isso, atribuiu à sua boa sintonia com Xi a manutenção do “status quo” da ilha.

“Se você tem o presidente certo, não acho que isso vá acontecer. Ficaremos bem. Tenho um ótimo relacionamento com o presidente Xi e ele sabe que não quero que isso aconteça”, concluiu, após enfatizar que a venda de armas a Taipé será um dos assuntos em pauta quando se reunir com o presidente chinês.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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