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MADRID, 31 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas anunciaram nesta terça-feira um reforço da “cooperação” com o governo do Paquistão para promover a paz no Oriente Médio, à medida que avança a ofensiva lançada no final de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, indicou que altos funcionários de ambos os países devem se reunir ainda hoje em Pequim, capital chinesa, para tratar do assunto, enquanto buscam promover conversas entre as partes em conflito para evitar que a situação "se agrave".
“Os dois ministros das Relações Exteriores (Wang Yi e Ishaq Dar) reforçarão a comunicação estratégica e a coordenação sobre a situação no Irã e envidarão novos esforços para promover a paz”, declarou Mao durante uma coletiva de imprensa na qual destacou que ambos os países são “parceiros estratégicos para toda a vida”.
A visita de Dar ocorre depois de, no domingo, ele ter recebido seus homólogos da Arábia Saudita, do Egito e da Turquia para manter conversações sobre como tentar pôr fim à guerra, desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro e que já deixou mais de 2.000 mortos em território iraniano.
A preocupação é crescente quanto ao impacto dos combates, incluindo o colapso do tráfego marítimo pelo estratégico estreito de Ormuz, embora a China seja um parceiro-chave do Irã, mesmo não tendo anunciado o envio de ajuda militar a Teerã.
Nesta mesma terça-feira, Pequim manifestou sua “gratidão” depois que as autoridades iranianas facilitaram a passagem de três navios chineses pelo estreito de Ormuz em meio aos ataques.
“Graças aos esforços coordenados com as partes pertinentes, três navios chineses transitaram recentemente pelo estreito de Ormuz. Expressamos nossa gratidão às partes relevantes por sua ajuda”, afirmou, sem dar mais detalhes a respeito.
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