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MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -
As Forças Armadas da China iniciaram nesta quinta-feira uma série de manobras militares com munição real no Estreito de Taiwan, logo após as autoridades do gigante asiático terem classificado como “temerário” o discurso proferido recentemente pelo presidente de Taiwan, Lai Ching Te, que afirmou que a ilha “não vai agir como uma subordinada” de Pequim.
Está previsto que essas manobras se estendam até as 18h (hora local) desta quinta-feira, antes de serem retomadas nesta sexta-feira na costa de Zhangzou, na província de Fujian, no leste do país, conforme informou o Exército.
Nesse sentido, foi confirmado que as áreas afetadas permanecerão temporariamente fechadas à navegação até o término das atividades, embora não tenham sido fornecidos mais detalhes sobre o assunto.
Os comentários de Lai, aos quais se somaram declarações de representantes do Partido Democrático Progressista (PDP), de governo, que afirmaram que jamais permitirão um “retrocesso” em direção a uma “Taiwan chinesa”, suscitaram críticas em Pequim.
As relações entre Pequim e Taipé foram suspensas em 1949, depois que as forças do partido nacionalista chinês Kuomintang, liderado por Chiang Kai Shek, sofreram uma derrota na guerra civil contra o Partido Comunista da China e se transferiram para a ilha de Taiwan.
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