Publicado 06/07/2026 05:56

A China realiza um teste com um míssil estratégico lançado de um submarino em águas do Pacífico

Austrália e Japão denunciam que os exercícios ameaçam “desestabilizar a região”

Archivo - Arquivo - 4 de março de 2026, China, Pequim: Soldados do Exército Popular de Libertação estão em frente ao Museu Nacional da China, na Praça Tiananmen. Foto: Johannes Neudecker/dpa
Johannes Neudecker/dpa - Arquivo

MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -

O Exército da China informou nesta segunda-feira que realizou um teste com um míssil estratégico lançado de um submarino em águas do Pacífico, uma manobra militar que gerou críticas de países vizinhos como o Japão e a Austrália.

A Marinha do Exército Popular de Libertação da China realizou com sucesso o lançamento de “um míssil estratégico com uma ogiva simulada em direção às águas internacionais do Oceano Pacífico” às 12h01 (6h01 na Espanha), informou a agência de notícias Xinhua, que detalha que o míssil atingiu com precisão as águas designadas.

Segundo a Marinha chinesa, o exercício militar faz parte de suas atividades rotineiras de treinamento anual, e os países afetados foram notificados com antecedência. A Marinha insistiu, em todos os momentos, que a ação está em conformidade com o Direito Internacional e as práticas internacionais, e não é dirigida contra nenhum país.

CRÍTICAS DO JAPÃO E DA AUSTRÁLIA

De qualquer forma, as autoridades de países vizinhos, como o Japão, manifestaram sua “preocupação” com o teste balístico. “O Japão expressou sua profunda preocupação com o aumento da atividade militar da China e solicitou veementemente que a China reconsiderasse esse lançamento para garantir que o treinamento com mísseis balísticos não ameace a segurança do Japão, por exemplo, ao atravessar o espaço aéreo japonês”, indicou o gabinete da primeira-ministra, Sanae Takaichi, em uma mensagem divulgada nas redes sociais.

Tóquio indicou, assim, que o Ministério da Defesa manterá um estado de “máxima vigilância e monitoramento” da situação, enquanto o Executivo solicitou a colaboração entre ministérios e órgãos “para garantir a segurança do espaço aéreo e das águas jurisdicionais” do Japão.

Por sua vez, a Austrália criticou o fato de o teste ameaçar “desestabilizar a região”. Assim, embora a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, tenha confirmado que Pequim informou sobre os movimentos, ela afirmou que a iniciativa carece da “transparência e tranquilidade” que os países vizinhos do Pacífico esperam.

“Ações desestabilizadoras podem levar a erros de cálculo e resultar em situações que não queremos que ocorram. Acredito que a China esteja ciente da posição da Austrália”, afirmou em declarações à emissora de televisão ABC.

Nesse sentido, ela denunciou que o teste militar chinês vai contra o objetivo de que o Pacífico “seja um oceano de paz”.

Na mesma linha, o ministro da Defesa e vice-primeiro-ministro, Richard Marles, indicou que o míssil é de longo alcance e reiterou a “preocupação” da Austrália com “qualquer ação que comprometa a estabilidade, a paz e a segurança do Pacífico”. “Estamos totalmente comprometidos com a declaração ‘Oceanos de Paz’, adotada pelo Fórum das Ilhas do Pacífico no ano passado, e nosso principal objetivo, nossa principal preocupação, é manter a paz e a segurança no Pacífico”, acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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