JULIEN DELFOSSE / DPPI Media / AFP7 / Europa Press
MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas apresentaram nesta sexta-feira um protesto formal ao governo do Japão devido à passagem de um navio militar pelo Estreito de Taiwan, uma medida que “ameaça gravemente a soberania e a segurança da China” e à qual Pequim “se opõe firmemente”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, indicou durante uma coletiva de imprensa que o Exército chinês agiu “de acordo com as leis e regulamentos vigentes” ao lidar com a situação, segundo informações do jornal estatal chinês “Global Times”.
“A entrada do navio japonês no Estreito de Taiwan evidencia, mais uma vez, a perigosa tentativa de certos indivíduos no Japão de interferir militarmente no Estreito de Taiwan e minar a paz e a estabilidade na região”, afirmou Guo, que alertou que tais ações “prejudicam gravemente os alicerces políticos das relações entre a China e o Japão”.
As relações entre a China e o Japão deterioraram-se desde novembro passado, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que qualquer ação militar chinesa contra Taiwan, incluindo um bloqueio naval, poderia ser considerada uma “situação que ameaça a sobrevivência” na região, o que permitiria ao Japão exercer seu direito à legítima defesa coletiva, conforme estabelece sua Constituição.
Guo indicou, por sua vez, que a primeira-ministra japonesa “fez declarações errôneas sobre a questão de Taiwan”, o que representa um “duro golpe para as relações entre os dois países”. “Ao enviar um navio da Força de Autodefesa do Japão ao Estreito de Taiwan para exibir força e participar de provocações deliberadas, o Japão agravou seu erro”, observou.
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