CONSULADO DE EEUU EN HONG KONG Y MACAU EN X
Pequim pede ao cônsul que evite "interferência" em seus assuntos, enquanto Washington defende a "promoção de seus interesses".
MADRID, 3 out. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores da China apresentou nesta quinta-feira um protesto formal à cônsul-geral dos Estados Unidos em Hong Kong, Julie Eadeh, pedindo que ela se abstenha de cometer "interferência nos assuntos internos chineses", depois que a mídia local noticiou o suposto convite a eventos para figuras da oposição feito pela cônsul norte-americana desde sua chegada ao cargo, em agosto.
"O comissário especial Cui (Jianchun) pediu à cônsul-geral Eadeh que cumpra estritamente os princípios básicos das relações internacionais, como a não interferência em assuntos internos, e que se distancie claramente daqueles que se opõem à China e promovem a desestabilização em Hong Kong", diz o comunicado emitido pelo escritório do comissário do Ministério das Relações Exteriores da China em Hong Kong.
Nesse sentido, o diplomata estabeleceu "quatro exigências" listadas no texto: "não se encontrar com pessoas com as quais não deveria se encontrar, não colaborar com aqueles que se opõem à China e promovem a desestabilização em Hong Kong, não incitar, apoiar ou financiar atividades anti-China e de desestabilização em Hong Kong, e não interferir nos julgamentos de casos de segurança nacional em Hong Kong".
Por sua vez, o Departamento de Estado dos EUA respondeu afirmando que "os diplomatas dos EUA representam" Washington "e têm a responsabilidade de promover os interesses dos EUA globalmente". "Essa é uma prática padrão para diplomatas em todo o mundo, inclusive em Hong Kong", acrescentou, de acordo com o Washington Post.
O cruzamento diplomático ocorre depois que os meios de comunicação chineses controlados pelo Estado, como o Ta Kung Pao, informaram que Eadeh convidou figuras da oposição, como Anson Chan e Emily Lau, para eventos que ele organizou depois de assumir o cargo na antiga colônia britânica em agosto.
Lau, ex-deputada e ex-presidente do Partido Democrático de Hong Kong, disse que sua participação em uma recepção era um evento diplomático normal e afirmou que Pequim havia exagerado. "Hong Kong é uma cidade internacional e devemos ser livres para interagir", disse ela à agência de notícias Bloomberg. "Se tivermos cometido um crime, eles podem nos prender", acrescentou.
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