Publicado 03/10/2025 00:36

China protesta contra convite de opositores para eventos do Consulado dos EUA em Hong Kong

Cônsul dos EUA em Hong Kong, Julie Eadeh, em um evento em Hong Kong.
CONSULADO DE EEUU EN HONG KONG Y MACAU EN X

Pequim pede ao cônsul que evite "interferência" em seus assuntos, enquanto Washington defende a "promoção de seus interesses".

MADRID, 3 out. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores da China apresentou nesta quinta-feira um protesto formal à cônsul-geral dos Estados Unidos em Hong Kong, Julie Eadeh, pedindo que ela se abstenha de cometer "interferência nos assuntos internos chineses", depois que a mídia local noticiou o suposto convite a eventos para figuras da oposição feito pela cônsul norte-americana desde sua chegada ao cargo, em agosto.

"O comissário especial Cui (Jianchun) pediu à cônsul-geral Eadeh que cumpra estritamente os princípios básicos das relações internacionais, como a não interferência em assuntos internos, e que se distancie claramente daqueles que se opõem à China e promovem a desestabilização em Hong Kong", diz o comunicado emitido pelo escritório do comissário do Ministério das Relações Exteriores da China em Hong Kong.

Nesse sentido, o diplomata estabeleceu "quatro exigências" listadas no texto: "não se encontrar com pessoas com as quais não deveria se encontrar, não colaborar com aqueles que se opõem à China e promovem a desestabilização em Hong Kong, não incitar, apoiar ou financiar atividades anti-China e de desestabilização em Hong Kong, e não interferir nos julgamentos de casos de segurança nacional em Hong Kong".

Por sua vez, o Departamento de Estado dos EUA respondeu afirmando que "os diplomatas dos EUA representam" Washington "e têm a responsabilidade de promover os interesses dos EUA globalmente". "Essa é uma prática padrão para diplomatas em todo o mundo, inclusive em Hong Kong", acrescentou, de acordo com o Washington Post.

O cruzamento diplomático ocorre depois que os meios de comunicação chineses controlados pelo Estado, como o Ta Kung Pao, informaram que Eadeh convidou figuras da oposição, como Anson Chan e Emily Lau, para eventos que ele organizou depois de assumir o cargo na antiga colônia britânica em agosto.

Lau, ex-deputada e ex-presidente do Partido Democrático de Hong Kong, disse que sua participação em uma recepção era um evento diplomático normal e afirmou que Pequim havia exagerado. "Hong Kong é uma cidade internacional e devemos ser livres para interagir", disse ela à agência de notícias Bloomberg. "Se tivermos cometido um crime, eles podem nos prender", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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