Johannes Neudecker/dpa - Arquivo
MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas apresentaram uma nota de protesto ao governo canadense sobre as sanções "ultrajantes" impostas por Ottawa contra mais de 20 empresas chinesas em resposta ao seu suposto apoio à invasão da Ucrânia pela Rússia, medidas introduzidas na segunda-feira para marcar o terceiro aniversário da guerra.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, condenou as sanções em um comunicado e pediu sua "retirada imediata" como uma ação "irracional" e "errada". "Nós nos opomos fortemente a essas restrições", enfatizou.
Ele lembrou que a China "sempre se opôs e se oporá à introdução de quaisquer sanções que não tenham sido previamente aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU", ao mesmo tempo em que reiterou que Pequim adere totalmente a qualquer posição "objetiva" e "imparcial" sobre a questão ucraniana.
Nesse sentido, ele garantiu que a China "busca um acordo político para a crise ucraniana, não fornece armas letais para as partes em conflito e controla estritamente as exportações de drones".
Ele também defendeu o comércio com a Rússia, que considera "normal", apesar das acusações contra a China por exportar produtos que podem ser usados para a fabricação de armas usadas posteriormente na Ucrânia. "Como outros países, a China desenvolve suas relações econômicas e comerciais com a Rússia com base no benefício mútuo, o que é razoável", acrescentou.
Ele pediu ao Canadá que reverta "imediatamente" essas medidas e ameaçou tomar "medidas retaliatórias para proteger os interesses das empresas chinesas".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático