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MADRID, 2 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas solicitaram nesta quinta-feira a suspensão “imediata” dos ataques no Oriente Médio, à medida que avança a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, após as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que continuará com sua ofensiva por várias semanas.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, indicou que “a via militar não resolve nenhum problema” e fez um apelo para “reduzir a amplitude do conflito”. “Pedimos que se evitem consequências mais graves para a economia global e a segurança energética mundial”, declarou.
“A raiz da crise no Estreito de Ormuz é a operação militar ilegal contra o Irã; portanto, as partes devem trabalhar em conjunto para evitar um aumento da violência e manter a segurança na região”, esclareceu, ao mesmo tempo em que insistiu que “não há solução militar alguma”.
Nesse sentido, ele ressaltou que “o problema não pode ser resolvido dessa forma”, uma vez que “a violência não é do interesse de nenhuma das partes”. “Mais uma vez, pedimos às partes envolvidas que suspendam imediatamente suas operações e abram caminho para um processo de paz por meio do diálogo o mais rápido possível”.
O governo chinês colocou também em discussão a possibilidade de trabalhar em conjunto com o Bahrein para “promover o fim da guerra” e “alcançar uma estabilidade duradoura” no Oriente Médio.
A potência asiática demonstrou seu apoio ao trabalho de mediação do Paquistão entre o Irã e os Estados Unidos em meio às tentativas de alcançar um acordo e se mostrou aberta a esforços conjuntos para promover o fim da guerra.
Assim, apresentaram na terça-feira, em conjunto, uma proposta de cinco pontos para proceder a um cessar-fogo, reabrir o Estreito de Ormuz e iniciar negociações de paz que ponham fim à instabilidade em toda a região do Oriente Médio.
Segundo informações da agência chinesa Xinhua, a proposta prevê a cessação imediata das hostilidades, o início de conversações de paz o mais rápido possível, a garantia da segurança de alvos não militares e a garantia da segurança da navegação.
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