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Pequim considera que a guerra “nunca deveria ter ocorrido e não faz sentido prolongá-la mais”
MADRID, 25 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas pediram nesta segunda-feira que se "consolidem" as negociações entre os Estados Unidos e o Irã para alcançar uma solução pacífica para o conflito, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz, ressaltando que a guerra "nunca deveria ter ocorrido e não faz sentido prolongá-la mais".
“A China sempre acreditou que o diálogo e a negociação são o caminho correto, e que o uso da força não leva a lugar algum. É importante consolidar a tendência de distensão, manter o rumo para uma solução política, iniciar o diálogo e as consultas, e chegar a um acordo que leve em conta as preocupações de todas as partes”, destacou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, em coletiva de imprensa.
Nesse sentido, ela enfatizou que o conflito no Irã é um que “nunca deveria ter ocorrido e não faz sentido prolongá-lo mais”. “Encontrar uma via rápida para resolver a situação é do interesse não apenas dos Estados Unidos e do Irã, mas também dos países da região e do resto do mundo”, expôs.
Mao destacou que o cessar-fogo e os esforços contínuos para explorar uma solução negociada “foram bem recebidos pelos países da região e pela comunidade internacional”, pelo que pediu que se mantenha viva essa via e se consolide o diálogo que conduza a uma saída negociada.
Para a China, é “importante” reabrir as rotas marítimas “o mais rápido possível”, enfatizando que é preciso manter conjuntamente a estabilidade e a fluidez das cadeias globais de abastecimento. “É fundamental alcançar o mais rápido possível um cessar-fogo integral e duradouro que permita o pronto retorno da paz e da estabilidade ao Oriente Médio e à região do Golfo”, enfatizou a porta-voz, que lembrou o interesse do presidente chinês, Xi Jinping, em promover a paz e a estabilidade e suas propostas nesse sentido.
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