Johannes Neudecker/dpa - Arquivo
MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas solicitaram nesta sexta-feira às partes em conflito no Oriente Médio, na sequência da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que garantam o abastecimento “estável” de petróleo na região, uma questão de “importância vital” para a economia mundial.
Foi o que afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, que instou a "agir com responsabilidade e zelar pelo abastecimento de energia", à medida que o preço do barril de Brent continua subindo devido aos ataques no Golfo Pérsico, o que dificulta o tráfego pelo Estreito de Ormuz.
“A segurança energética é de grande importância para a economia mundial”, afirmou ele em resposta a uma pergunta sobre as últimas declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que afirmou que o país norte-americano poderia suspender as sanções impostas sobre o petróleo iraniano que já foi exportado e se encontra em alto mar.
As autoridades americanas anunciaram na semana passada o levantamento parcial das sanções sobre o petróleo russo, uma medida que Moscou considera uma manobra para “estabilizar o mercado energético” em plena crise causada pela ofensiva.
Desde o início da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel, respondida pelo Irã e por milícias pró-iranianas no Oriente Médio, o estreito de Ormuz, por onde costuma circular cerca de um quarto do comércio marítimo mundial de petróleo — além de um volume significativo de gás natural liquefeito e fertilizantes —, tem sido palco de uma redução significativa do tráfego marítimo, bem como de repetidos ataques contra alguns dos poucos navios que tentaram atravessá-lo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático