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MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) - As autoridades chinesas solicitaram nesta segunda-feira ao governo do presidente norte-americano, Donald Trump, que “pare de usar outros países como desculpa” para levar adiante suas “aspirações egoístas” no Ártico, ao mesmo tempo em que criticaram as ameaças recentemente proferidas contra a Groenlândia.
“Os direitos e liberdades de todos os países para realizar atividades na região, de acordo com a legislação internacional, devem ser totalmente respeitados”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, durante uma coletiva de imprensa, conforme noticiado pelo jornal estatal chinês Global Times.
Nesse sentido, ela enfatizou que as questões relacionadas ao Ártico “afetam os interesses de todos os países”. “As atividades da China na região buscam desenvolver e manter a paz e a estabilidade de acordo com o direito internacional”, afirmou Mao.
“Quero enfatizar este ponto e destacar a importância de que as liberdades e os direitos de todos os países da região sejam respeitados, sempre de acordo com as normas vigentes”, observou. Além disso, ela reafirmou que “as relações entre os Estados devem ser conduzidas de acordo com os princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas”.
As palavras de Mao surgem pouco depois de os Estados Unidos terem reivindicado a tomada da Groenlândia como uma questão “necessária” para o país norte-americano face à suposta ameaça da Rússia e da China, que acusa de “tentarem assumir o controlo de território estratégico” na região.
No domingo, o próprio Trump afirmou que, se os Estados Unidos não se apoderassem da ilha, “seriam a Rússia ou a China que se apoderariam da Groenlândia”. Nesse sentido, ele disse estar interessado em uma solução de caráter mais permanente, como uma possível aquisição do território. As aspirações expansionistas de Trump sobre a Groenlândia têm sido uma constante desde que ele voltou à Casa Branca há um ano. Sob a justificativa da segurança nacional, apelando para a presença de navios chineses e russos na região, o presidente dos Estados Unidos vem reivindicando o controle da ilha.
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