Publicado 15/09/2026 05:25

A China pede aos EUA que “deixem de se preparar para uma guerra no espaço” e “mantenham a estabilidade estratégica”

Archivo - Arquivo - Foto de arquivo de Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
Johannes Neudecker/dpa - Arquivo

Pequim pede que se evite “uma corrida armamentista espacial” depois que Washington confirmou a implantação de armas em órbita

MADRI, 15 set. (EUROPA PRESS) -

O governo da China exigiu nesta terça-feira que os Estados Unidos “deixem de se preparar para uma guerra no espaço sideral”, depois que Washington confirmou oficialmente, pela primeira vez, a implantação de armas de “controle espacial” em órbita para “defender” o país contra “ações hostis de adversários”.

“Pedimos aos Estados Unidos que deixem de expandir sua presença militar e de se preparar para uma guerra no espaço”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, que solicitou a Washington que “adote medidas concretas para manter a estabilidade estratégica global”.

Além disso, ele destacou que a China defende “o uso pacífico do espaço” e afirmou que Pequim “trabalha para manter a segurança no espaço”, conforme noticiado pelo jornal chinês ‘Global Times’. “Nos opomos à sua militarização, à sua transformação em campo de batalha ou a uma corrida armamentista espacial”, concluiu.

As declarações de Guo ocorreram horas depois que o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, confirmou a referida implantação e destacou que Washington “está preparado para enfrentar os desafios de ameaças em evolução, onde quer que elas surjam”.

“Os Estados Unidos contam agora com armas de controle espacial em órbita capazes de defender a Força Conjunta contra ações hostis de adversários”, destacou ele, recusando-se a fornecer detalhes sobre essas capacidades com o argumento de que, embora reconhecer a existência desse armamento em órbita possa ser dissuasivo, “falar sobre os detalhes do que está sendo feito não contribuiria para essa dissuasão”.

Por sua vez, um porta-voz da Força Aérea dos Estados Unidos destacou, em declarações concedidas à rede de televisão ABC, que “essas capacidades podem ser utilizadas para fins ofensivos e defensivos”. “Os Estados Unidos vêm alertando sobre os testes e a entrada em serviço de armas russas e chinesas desde 2007. Em decorrência dessas ações, não há mais dúvidas de que o espaço é um campo de operações bélicas”, acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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