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MADRID, 10 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo da China pediu nesta quarta-feira aos Estados Unidos e ao Irã que demonstrem “calma” e “moderação” após uma nova troca de ataques, apesar do cessar-fogo, antes de reiterar seu apelo para que resolvam suas divergências por meio da diplomacia, a fim de pôr fim ao conflito iniciado em 28 de fevereiro no Oriente Médio.
"A China está profundamente preocupada com a situação no Irã e todas as partes envolvidas devem demonstrar calma e moderação, deixar de aumentar as tensões e agravar a situação, e tomar medidas concretas para reduzir as tensões", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian.
Assim, ele insistiu durante uma coletiva de imprensa na capital, Pequim, que “as partes envolvidas devem se comprometer a resolver suas disputas por meios políticos e diplomáticos” e “trabalhar para alcançar o mais rápido possível um cessar-fogo abrangente e sustentável”, conforme noticiado pelo jornal chinês 'Global Times'.
O Comando Central do Exército dos Estados Unidos confirmou na noite de terça-feira ataques “com munição de precisão” contra diversos pontos estratégicos do Irã, próximos ao estreito de Ormuz, alegando que se trata de uma ação “em legítima defesa” após a queda de um helicóptero militar na zona, um incidente qualificado como “derrubada” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em resposta, o Irã reivindicou uma onda de ataques com drones e mísseis contra bases americanas na região, após o que a Jordânia e o Bahrein confirmaram interceptações em seus espaços aéreos, enquanto o Kuwait ativou seus sistemas de defesa antiaérea, sem mais detalhes sobre possíveis vítimas ou danos.
Esses novos confrontos ocorreram depois que Trump afirmou na terça-feira que as negociações com o Irã para um acordo de paz que encerre o conflito no Oriente Médio estão “na reta final” e antecipou que poderiam ser concluídas “em dois ou três dias”, após a troca de ataques entre as forças iranianas e israelenses entre domingo e segunda-feira.
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