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MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo da China exigiu nesta quarta-feira que os Estados Unidos e o Irã cumpram as cláusulas do memorando de entendimento assinado em junho e resolvam os problemas “por meio do diálogo”, após uma nova troca de ataques nas últimas horas, apesar do cessar-fogo alcançado em abril e das negociações para tentar chegar a um acordo definitivo que ponha fim ao conflito no Oriente Médio.
“A China insta tanto os Estados Unidos quanto o Irã a aplicarem o memorando de entendimento que já assinaram, a resolverem os problemas por meio do diálogo e das negociações e a evitarem o uso da força”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante uma coletiva de imprensa em Pequim.
Assim, ela destacou que o gigante asiático “acompanha de perto os últimos acontecimentos no Oriente Médio”, ao mesmo tempo em que ressaltou que “um novo recrudescimento das hostilidades não beneficia nenhuma das partes”. “Meios militares não podem resolver as diferenças fundamentais”, concluiu a porta-voz da diplomacia chinesa.
O Irã acusou os Estados Unidos de cometer “uma grave violação” do memorando de entendimento com seus últimos bombardeios e afirmou que esses fatos, juntamente com os bombardeios de Israel contra o Líbano e a revogação, por parte de Washington, da autorização para a venda de petróleo iraniano, tornam “nulas” várias cláusulas do pacto, destinado a abrir caminho para o fim da guerra no Oriente Médio.
Washington descreveu seus bombardeios como uma resposta aos ataques contra vários navios no Estreito de Ormuz, onde o Irã exige que a navegação seja coordenada com Teerã em decorrência do conflito desencadeado pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, e até que se chegue a um acordo de paz definitivo.
Em seguida, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter “destruído” 85 instalações militares americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait, bem como abatido um drone do tipo MQ-9 “inimigo”, em sua resposta militar aos bombardeios, o que representa um novo capítulo de tensões após o frágil cessar-fogo assinado em 8 de abril.
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