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MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas solicitaram nesta terça-feira ao governo japonês que demonstre “ações concretas” que apontem para o diálogo sobre a questão de Taiwan, após a vitória da primeira-ministra Sanae Takaichi e do seu Partido Liberal Democrático (PLD) nas eleições realizadas no domingo e que, segundo os especialistas, afastam a possibilidade de uma redução das tensões com Pequim.
Depois que a própria Takaichi afirmou estar disposta a abrir o diálogo com a China, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, sinalizou que é necessário que Tóquio tome primeiro algumas medidas, como “retratar-se” das palavras proferidas em novembro passado, quando a política ultraconservadora afirmou que Tóquio poderia intervir militarmente caso a China atacasse Taiwan.
Foram precisamente essas palavras que provocaram as críticas das autoridades chinesas e levaram a uma crise diplomática que já dura meses. No entanto, Lin insistiu agora que “um diálogo genuíno deve ser construído com base no respeito mútuo”, de acordo com informações recolhidas pelo jornal Global Times.
“Falar de diálogo, por um lado, mas embarcar na confrontação, por outro, não levará ninguém a aceitá-lo”, afirmou, ao mesmo tempo em que ressaltou que Pequim pediu várias vezes a Takaichi que “retratasse” suas palavras.
Nesse sentido, ele ressaltou que Taiwan continua sendo mais uma província sob sua soberania e não descarta o uso da força, caso seja necessário. Em Pequim, insistem também em alcançar a reunificação do território. As relações entre a China e Taiwan foram rompidas em 1949, depois que as forças do partido nacionalista Kuomintang sofreram uma derrota na guerra civil contra o Partido Comunista e se mudaram para o arquipélago. As relações foram restabelecidas apenas a nível empresarial e informal na década de 1980.
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