Publicado 13/05/2026 04:34

China e Paquistão discutem o conflito no Irã poucas horas antes da chegada de Trump a Pequim

Archivo - Arquivo - PEQUIM, 31 de março de 2026  -- O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, que também é membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, mantém conversações com o vice-primeiro-ministro e ministro d
Europa Press/Contacto/Cai Yang - Arquivo

Pequim e Islamabad insistem na importância de avançar no processo de paz e conseguir a reabertura do Estreito de Ormuz

MADRID, 13 maio (EUROPA PRESS) -

Os ministros das Relações Exteriores da China e do Paquistão, Wang Yi e Ishaq Dar, respectivamente, mantiveram nas últimas horas uma conversa por telefone para abordar suas relações bilaterais e o conflito no Irã, poucas horas antes da chegada a Pequim do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Wang aproveitou a conversa para destacar os esforços de mediação de Islamabad para promover um diálogo entre Washington e Teerã, incluindo um cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, ao mesmo tempo em que reiterou a “posição de princípios” da gigante asiática diante do conflito no Oriente Médio.

Assim, o Ministério das Relações Exteriores da China assinalou em um comunicado que Wang “expressou o desejo de que o Paquistão mantenha sua postura, intensifique seus esforços de mediação e contribua para uma resolução adequada sobre a abertura do Estreito de Ormuz e a restauração da paz regional”.

“A China continuará apoiando os esforços de mediação do Paquistão e dará suas próprias contribuições para esse fim”, afirmou, uma linha endossada por Dar, que destacou “a importância de avançar rumo a um cessar-fogo duradouro e garantir a passagem normal pelo estreito de Ormuz”, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão.

Nesse sentido, Islamabad destacou que os dois ministros “trocaram opiniões aprofundadas sobre os recentes acontecimentos regionais e os esforços do Paquistão para facilitar as interações entre o Irã e os Estados Unidos, com o objetivo de promover uma paz e uma estabilidade sustentáveis na região e além dela”.

Os Estados Unidos e o Irã estão imersos em um processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as diferenças nas posições tenham impedido, até o momento, a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que sediou um primeiro encontro presencial após o acordo de cessar-fogo firmado em 8 de abril, prorrogado desde então sem prazo determinado por Trump.

O bloqueio do Estreito de Ormuz e o recente assalto e apreensão de navios iranianos na zona por parte das forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo. Apesar disso, ambos os países mantêm seus contatos por meio da mediação de Islamabad.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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