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MADRID 18 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo chinês negou novamente, em especial uma acusação feita nas últimas horas pelo presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, de que está fornecendo armas à Rússia para serem usadas no conflito.
Em uma coletiva de imprensa em Kiev, o presidente ucraniano afirmou que seus serviços de inteligência tinham informações irrefutáveis de que "representantes da China estão envolvidos na produção de certas armas no território da Rússia". Zelenski se comprometeu a fornecer mais detalhes sobre o assunto na próxima semana.
Pequim tem negado há anos que esteja ativamente envolvida no conflito - ela mantém uma postura oficial de "neutralidade", não menosprezando a Rússia e reconhecendo que a Ucrânia deve preservar sua soberania - uma questão que foi destacada novamente depois que a Ucrânia anunciou a prisão de dois cidadãos há uma semana lutando ao lado das forças russas na província ucraniana de Donetsk.
Em resposta aos comentários de Zelenski, o Ministério das Relações Exteriores da China disse na sexta-feira que o país "nunca forneceu armas letais a nenhuma das partes do conflito e sempre controlou estritamente a exportação de bens de uso duplo".
A República Popular da China se opõe firmemente às acusações infundadas e à manipulação política", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jin, em uma coletiva de imprensa divulgada pelo jornal estatal chinês "Global Times".
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