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MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas manifestaram nesta segunda-feira sua “preocupação” com o aumento da tensão após os Estados Unidos terem apreendido um cargueiro iraniano no fim de semana no Golfo de Omã, pelo que pediram às partes que “mantenham o cessar-fogo” e “evitem que o conflito seja retomado” na região.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, defendeu em um comunicado a importância de “manter a trégua e as negociações” em vigor entre o Irã e os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que reiterou a disposição de Pequim em “contribuir” para essas conversas, segundo informações do jornal “Global Times”.
“Expressamos nossa preocupação com a interceptação forçada de um navio pelos Estados Unidos”, afirmou, depois que as autoridades do Irã prometeram vingar esse ato e o qualificaram de “pirataria”. A situação levou Teerã a indicar que não estará presente em uma nova rodada de conversações, embora Washington insista que o navio foi alertado durante horas, mas não respondeu.
Nesse sentido, Guo lamentou que a situação no Estreito de Ormuz continue sendo “complexa” e “delicada”, pelo que pediu às partes que ajam com “responsabilidade, respeitando o acordo e evitando provocar conflitos ou aumentar a tensão”. “Devem criar as condições necessárias para a retomada da navegação normal no estreito”, destacou.
O ataque e a captura do navio iraniano “Touska” ocorreram em meio ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz, que se manteve mesmo após o Irã anunciar que retiraria suas restrições à navegação na zona — sempre sujeita à coordenação com suas Forças Armadas —, após a entrada em vigor de um cessar-fogo no Líbano.
A recusa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em retirar esse bloqueio, apesar da decisão de Teerã, levou as autoridades iranianas a denunciar uma violação dos acordos alcançados para iniciar conversações de paz, fato que colocou em dúvida a possibilidade de haver uma segunda rodada de contatos nesta semana na capital do Paquistão, Islamabad.
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