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MADRID 17 nov. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas iniciaram uma série de manobras marítimas com fogo real no Mar Amarelo, em meio à escalada de tensões após declarações polêmicas do primeiro-ministro do Japão, Sanae Takaichi, sobre uma possível resposta militar de Tóquio se a China atacar Taiwan.
Na semana passada, a Administração de Segurança Marítima emitiu um alerta de navegação informando que os exercícios ocorreriam nas próximas horas até 19 de novembro e que as embarcações civis seriam proibidas de acessar determinadas áreas do Mar Amarelo.
Masaaki Kanai, chefe do escritório da Ásia-Oceania do Ministério das Relações Exteriores do Japão, viajou para a China na segunda-feira para tentar acalmar a crise entre os dois países após as palavras de Takaichi, que aludiram a uma possível resposta militar do Japão com base em seu direito à autodefesa coletiva.
A porta-voz do gabinete presidencial de Taiwan, Karen Kuo, alertou no fim de semana que as ameaças contra o Japão representam um grave perigo para a segurança e a estabilidade da região do Indo-Pacífico e pediu que Pequim parasse de se envolver em "atividades unilaterais inapropriadas", de acordo com relatos da mídia taiwanesa.
Os laços entre a China e Taiwan foram cortados em 1949, depois que as forças do Partido Nacionalista Kuomintang sofreram uma derrota na guerra civil contra o Partido Comunista e se mudaram para o arquipélago. As relações foram restabelecidas apenas em nível comercial e informal no final da década de 1980.
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