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MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da China exigiram nesta quarta-feira que os Estados Unidos e o Irã “implementem conjuntamente” o acordo preliminar firmado para a cessação das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, que deve levar a um acordo definitivo em 60 dias, ressaltando que “o diálogo e a negociação” são “o caminho para resolver as questões regionais candentes”.
“A China acredita que o diálogo e a negociação são o caminho para lidar com as questões regionais urgentes e as divergências entre as partes, e se opõe à ameaça ou ao uso da força”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em coletiva de imprensa.
Nesse sentido, ele ressaltou que o memorando de entendimento consolida o respeito à soberania e à integridade territorial de cada um, bem como o compromisso de “não iniciar nenhuma operação militar contra o outro e abster-se de interferir nos assuntos internos do outro”.
“O documento enviou um sinal positivo ao mundo e deve ser salvaguardado e implementado em conjunto”, indicou Guo, para reiterar que Pequim mantém “uma posição justa” e “apoia todos os esforços que contribuam para a paz”.
De qualquer forma, ele expressou apoio ao Irã em sua defesa da “soberania, segurança e dignidade nacional” e também enfatizou a melhoria das relações entre Teerã e os países do Golfo, ao mesmo tempo em que sinalizou a disposição da China em prestar assistência e desempenhar um papel construtivo.
O memorando assinado entre os Estados Unidos e o Irã prevê uma trégua de 60 dias, que será o prazo para negociar um acordo final que inclua a questão nuclear iraniana, acompanhada pela reabertura, sem restrições, do Estreito de Ormuz e pela criação de um fundo de reconstrução dotado de 300.000 milhões de dólares (cerca de 260.000 milhões de euros).
Nesse período, Washington e Teerã se comprometem “a não iniciar nenhuma guerra nem operação militar entre si, a abster-se de ameaças ou do uso mútuo da força e a garantir a integridade territorial e a soberania do Líbano”.
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