Publicado 14/08/2026 15:25

A China insta o Japão a “respeitar” a ordem estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, em resposta à visita de Putin às Ilhas Curil

Archivo - Arquivo - CHINA, PEQUIM - 23 DE OUTUBRO DE 2025: O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, realiza uma coletiva de imprensa no Ministério das Relações Exteriores da China
Europa Press/Contacto/Artyom Ivanov - Arquivo

MADRID 14 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo da China instou nesta sexta-feira o Japão a “respeitar” a ordem estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, depois que o presidente russo, Vladimir Putin, visitou nesta quinta-feira uma das ilhas do disputado arquipélago das Curilas, o que gerou críticas da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e um protesto junto ao embaixador russo em Tóquio.

“A China insta o Japão a respeitar a ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial, estabelecida por documentos jurídicos internacionais como a Declaração do Cairo e a Declaração de Potsdam”, afirmou em coletiva de imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun.

Questionado sobre a polêmica entre Moscou e Tóquio, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores limitou-se a lembrar que a China “sempre defendeu que os frutos da vitória” nesse conflito devem ser “respeitados e defendidos com sinceridade”.

Takaichi condenou a visita de Putin às ilhas disputadas, que o Japão reivindica como parte “inerente” do país, apesar de ele ter sido instado em várias ocasiões a não fazê-lo. Além disso, a primeira-ministra alertou que esse ato provocará um aumento da animosidade da sociedade japonesa em relação à Rússia.

Assim, as autoridades japonesas convocaram o embaixador russo em Tóquio, Nikolái Nozdrév, na sede do Ministério das Relações Exteriores, a fim de transmitir-lhe esse descontentamento.

A Rússia, por sua vez, considerou essas declarações de Takaichi como “extremamente indignantes e inaceitáveis” e “ofensivas”, nas palavras de sua porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zajarova, que reivindicou a soberania russa sobre as Ilhas Curilas como algo “inquestionável”.

O presidente viajou nesta quinta-feira, pela primeira vez pessoalmente, a Iturup, uma dessas quatro ilhas em disputa, que o Japão denomina Etorofu, como parte de uma viagem que o levou a outros territórios da Sibéria e da região do Extremo Oriente.

A visita às ilhas Curilas é uma mensagem clara da Rússia sobre sua soberania sobre o arquipélago em um momento de forte instabilidade, no qual Tóquio, além de aderir às sanções internacionais contra Moscou pela guerra na Ucrânia, intensificou suas manobras militares em conjunto com os Estados Unidos no Pacífico.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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