Publicado 06/07/2026 08:20

A China insiste para que os EUA suspendam a pressão sobre Cuba e critica a “ingerência estrangeira” na ilha

Archivo - Arquivo - A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning (arquivo)
Johannes Neudecker/dpa - Arquivo

MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -

As autoridades chinesas insistiram nesta segunda-feira para que os Estados Unidos retirem a pressão sobre Cuba, criticando a “ingerência estrangeira” na ilha e defendendo sua soberania nacional.

Em coletiva de imprensa em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, destacou que o histórico “bloqueio total” e as “sanções ilícitas” causaram “profundo sofrimento” ao povo cubano. “Recentemente, os Estados Unidos voltaram a endurecer as medidas de bloqueio e sanções, afetando gravemente os meios de subsistência básicos do povo cubano e gerando preocupação na comunidade internacional”, afirmou ela, insistindo que a China se opõe a essas medidas que “carecem de fundamento no Direito Internacional”.

“Exortamos os Estados Unidos a pôr fim imediatamente ao bloqueio, à coerção e à pressão contra Cuba, e a deixar de violar os direitos do povo cubano à sobrevivência e ao desenvolvimento”, ressaltou Mao.

Nesse sentido, ele ressaltou que Pequim apoia firmemente Cuba “na defesa de sua soberania nacional e em sua oposição à ingerência externa”. “Estamos dispostos a trabalhar com o resto do mundo para defender a equidade e a justiça internacionais”, acrescentou.

Em uma entrevista recente, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que Cuba se prepara para uma agressão dos Estados Unidos, de modo que “não haja surpresa nem derrota”, ressaltando que Cuba é “um país de paz” que não tem medo de uma guerra com Washington.

“Cuba não é uma nação em disputa, não somos uma colônia e não vamos renunciar à nossa soberania nem à nossa independência”, afirmou ele em entrevista à emissora britânica Sky News.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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