Publicado 29/06/2026 06:04

A China impõe sanções a 20 entidades japonesas para impedir a “remilitarização” e a aquisição de armas nucleares

Archivo - Arquivo - Imagem de referência de uma bandeira da China.
Jörg Carstensen/dpa - Arquivo

MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -

As autoridades chinesas impuseram nesta segunda-feira sanções contra cerca de vinte empresas e entidades japonesas, entre elas a Mitsubishi e o Instituto Nacional de Estudos de Defesa, com o objetivo de impedir a “remilitarização” do país e a aquisição de armamento nuclear.

Um porta-voz do Ministério do Comércio chinês, que indicou que o objetivo dessas medidas é, por sua vez, “salvaguardar a segurança e os interesses nacionais e cumprir as obrigações internacionais”, lamentou que, há algum tempo, “o Japão tenha continuado seguindo pelo caminho errado”.

“Eles estão acelerando um novo tipo de militarismo, com a implantação de armamentos, especialmente mísseis. Por isso, de acordo com o disposto na legislação chinesa, as restrições às exportações foram reforçadas”, conforme indicou o porta-voz, segundo um comunicado publicado pelo ministério.

Nesse sentido, ele explicou que, por um lado, busca-se “proibir a exportação de mercadorias de dupla utilização para essas entidades, além de impedir que organizações estrangeiras acabem transferindo esses materiais, originários do território chinês”. “Todas essas atividades devem cessar imediatamente”, esclareceu.

“As medidas adotadas pela China são inteiramente legítimas, razoáveis e legais, e visam combater o chamado novo militarismo japonês. Esperamos que o Japão perceba seu erro e seu comportamento e que volte a agir de maneira adequada”, destacou, antes de afirmar que essas medidas “afetam apenas uma minoria de entidades japonesas”. “Elas se aplicam apenas a itens de dupla utilização”, garantiu.

Além disso, ele assegurou que “isso não afetará as relações econômicas e comerciais normais entre a China e o Japão”. “As entidades japonesas que agirem de boa-fé e cumprirem a lei não têm absolutamente nenhum motivo para se preocupar”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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