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MADRID 14 set. (EUROPA PRESS) -
O governo da China expressou nesta segunda-feira sua “profunda preocupação” com a intensificação do conflito no Iêmen, em consequência da ofensiva lançada pelos houthis em 3 de setembro, que permitiu ao grupo tomar o controle da faixa costeira do Mar Vermelho, e fez um apelo às partes para que cheguem a uma solução diplomática.
“A escalada da situação na região não beneficia os interesses de nenhuma das partes”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, que ressaltou que “a soberania e a segurança de todos os países devem ser respeitadas”. “A resolução de disputas por meios políticos e diplomáticos é a única saída”, acrescentou ele, conforme noticiado pelo jornal ‘China Daily’.
Assim, ele exortou todas as partes envolvidas no conflito a “agirem com moderação, reduzirem as tensões, estabelecerem comunicação e diálogo e trabalharem para amenizar a situação o mais rápido possível”, antes de condenar os ataques contra instalações civis, depois que a Arábia Saudita denunciou mais de 70 feridos em ataques dos rebeldes iemenitas contra seu território.
Os houthis lançaram uma ofensiva em áreas das províncias de Taiz e Hodeida e, desde então, conseguiram avanços territoriais significativos, incluindo a tomada da cidade de Mocha e dos arredores do estreito de Bab el Mandeb, o que representou um duro golpe para as autoridades reconhecidas internacionalmente, apoiadas pela Arábia Saudita.
Esses avanços aumentam a capacidade dos rebeldes de afetar o tráfego marítimo em Bab el Mandeb — algo que eles já prometeram não fazer —, cuja importância aumentou devido aos impactos no tráfego no estreito de Ormuz após a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A situação ameaça provocar o colapso total da trégua alcançada em 2022, após anos de guerra e em meio às tentativas mediadas pela Organização das Nações Unidas para alcançar um acordo de paz que ponha fim ao conflito iniciado em 2014, que mergulhou o país em uma das crises internacionais mais graves.
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