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MADRID 18 nov. (EUROPA PRESS) -
O governo chinês explicou na terça-feira que sua decisão de se abster na votação da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre Gaza, com base no plano do governo dos Estados Unidos, foi devido à "indefinição" de certas questões relacionadas aos direitos políticos palestinos.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, detalhou que o projeto de paz dos EUA "é vago em questões fundamentais relacionadas aos assentamentos pós-guerra" e "não reflete suficientemente princípios importantes como a governança palestina e a solução de dois estados".
Mao destacou que isso difere da posição que a China tem mantido "consistentemente" ao longo dos anos para alcançar uma solução pacífica para o conflito no Oriente Médio, razão pela qual decidiu se abster em uma votação na qual a Rússia também se manifestou no mesmo sentido.
Da mesma forma, a porta-voz aproveitou a oportunidade para enfatizar que a China apoiará o Conselho de Segurança em qualquer iniciativa que sirva para promover um cessar-fogo duradouro e aliviar a crise humanitária, ao mesmo tempo em que defende "uma atitude construtiva e responsável" sobre essa questão, sem esquecer seu apoio à "causa justa do povo palestino" em sua luta por seus "direitos legítimos".
O chamado Plano Abrangente para Acabar com o Conflito de Gaza inclui em sua lista de 20 pontos a criação de um Conselho de Paz a ser presidido pelo próprio Donald Trump, que terá a palavra final sobre assuntos relacionados ao governo da Faixa de Gaza, administrado por tecnocratas palestinos.
Também prevê a criação de uma Força Internacional de Estabilização de 20.000 pessoas para permitir o progresso em direção às próximas fases do plano, que, em última análise, prevê a retirada das forças israelenses de Gaza e a possível criação de um Estado palestino, ao qual Israel se opõe veementemente.
O Hamas já rejeitou essa resolução do Conselho de Segurança, considerando que ela não atende às demandas políticas e humanitárias do povo palestino, enquanto a Autoridade Palestina, liderada por Mahmoud Abbas, expressou sua satisfação com a votação e exigiu a implementação "imediata" do texto.
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