JULIEN DELFOSSE / DPPI Media / AFP7 / Europa Press
MADRID 29 jan. (EUROPA PRESS) - As autoridades chinesas executaram nesta quinta-feira onze membros de uma gangue criminosa responsável pelo controle de centros dedicados a fraudes no território da Birmânia, após terem sido condenados à morte em setembro de 2025 pelas acusações que pesavam contra eles, entre elas homicídio, detenção ilegal e fraude.
As execuções ocorreram no início do dia na cidade de Wenzhou, localizada na província de Zheijaing (leste), após a aprovação do Supremo Tribunal Popular, de acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua.
Os condenados faziam parte da conhecida família Ming, um dos quatro principais grupos criminosos mafiosos do norte da Birmânia, onde são acusados de gerir complexos dedicados à fraude, produção de drogas e prostituição.
Além disso, suspeita-se da existência de ligações entre esses grupos criminosos e as autoridades da Birmânia, um país controlado desde fevereiro de 2021 por uma junta militar instalada após um golpe de Estado para anular as eleições realizadas meses antes, nas quais se impôs o partido da Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.
A família Ming, liderada por Ming Xuechang, é acusada de controlar instalações em Kokang, uma região autônoma birmanesa localizada perto da fronteira, epicentro das atividades fraudulentas realizadas por centenas de trabalhadores birmaneses vítimas de tráfico de pessoas que se dedicavam a enganar através da Internet.
Em 2023, a China lançou operações para combater as atividades dessas redes criminosas e, com a colaboração da Birmânia, prendeu milhares de pessoas que supostamente participavam nessas atividades, principalmente em Kokang e na sua capital, Laukkaing.
De fato, entre os executados nesta quinta-feira está o líder de outra gangue criminosa, Wu Hongming, com quem a família Ming teria estabelecido laços para cometer vários crimes, entre eles assassinatos, detenção ilegal de pessoas envolvidas em fraudes e agressões, com quatorze cidadãos chineses mortos por essas ações.
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